<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759</id><updated>2012-02-16T19:04:23.935-02:00</updated><category term='Música'/><category term='TV'/><category term='DVD'/><category term='Livros'/><category term='Cinema'/><category term='Teatro'/><category term='Quadrinhos'/><title type='text'>Championship Review</title><subtitle type='html'>Filmes, DVDs, livros, seriados, CDs, Shows, HQs... Tudo aquilo que a sua mãe achava que era perda de tempo e dinheiro estão aqui, analisadas, endeusadas e, claro, criticadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-2910522338989099639</id><published>2008-07-28T19:04:00.000-03:00</published><updated>2008-07-28T19:05:49.284-03:00</updated><title type='text'>Batman - O Cavaleiro das Trevas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/SI5Cnj6Xl6I/AAAAAAAAAuQ/GU1YDRHYvCU/s1600-h/batman.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/SI5Cnj6Xl6I/AAAAAAAAAuQ/GU1YDRHYvCU/s320/batman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228189464846112674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; tem um único defeito. O público. Ao menos, o público da sessão em que eu fui conferir o filme com a Sra. Gordon, este final de semana. Na verdade, o problema é que o filme, como produto, é um blockbuster americano de verão – leia-se: cinemas abarrotados de adolescentes – e, enquanto, como filme, ele é denso e complexo. Ou seja, a platéia não combina com o filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, por isso, da mesma forma que aconteceu com o último grande fenômeno nos cinemas, &lt;i style=""&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt;, a principal força motriz do filme deixou de ser compreendida. Enquanto o Capitão Nascimento virou, simplesmente, fonte de expressões como “pede para sair” e “fanfarrão” (e o público pouco se importou em entender um pouco a psicologia amarga do personagem e o contexto em que ela surge), o mesmo acontece com &lt;i style=""&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; e, obviamente, com seu vilão, o Coringa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na verdade, a culpa disso – falando exclusivamente de Batman – é de décadas e décadas de histórias em quadrinhos que colocaram o Coringa como um personagem tão ameaçador quanto engraçado. E sua faceta mais famosa do grande público – a interpretação de Jack Nicholson no filme de 1989 – somente ajuda a reforçar isso. E é justamente essa a grande vantagem de &lt;i style=""&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; sobre qualquer outro filme do Batman (ou, arrisco a dizer, sobre qualquer outra adaptação recente de quadrinhos): um vilão que realmente faz a platéia sentir medo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Coringa de Heath Ledger é um desequilibrado. Mas, diferente do Coringa de Jack Nicholson, ele é um desequilibrado perigoso e ameaçador. Nenhum centímetro nele é engraçado. Nenhuma frase, nenhuma atitude, nenhum gesto nele é engraçado. Você simplesmente não sabe o que ele irá fazer o minuto seguinte, mas tem a certeza de que alguém (um personagem, uma cidade ou talvez até mesmo você) será prejudicado, no mínimo, moralmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E isso se deve somente à interpretação de Heath Ledger, que simplesmente desaparece dentro do personagem. Cada detalhe usado pelo ator na construção personagem – como os movimentos que faz com a boca, sua entonação de voz, o andar curvado e o olhar ensandecido – trabalham com um único propósito: fazer a platéia sentir medo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal, somente o medo de um vilão justifica a confiança que depositamos em seu oposto: um herói. O único propósito de Batman no filme é se colocar entre a platéia e o Coringa, tornando a experiência um pouco mais suportável para quem assiste ao filme. Sim, porque heróis não fazem sentido sem possuírem vilões à altura e a relação entre Batman e Coringa, nos quadrinhos, sempre elevou essa idéia à máxima potencia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os dois são exatamente iguais – neuróticos e obcecados, praticamente anomalias sociais, cada um ao seu modo – mas acabam sendo lados opostos da mesma moeda. Esta idéia gira em torno de todo o roteiro do filme. Batman é um Coringa com regras, enquanto o Coringa é um Batman que age por instinto, e não racionalmente. Batman é um agente da ordem, e o Coringa é um agente do caos, mas a obsessão dos dois pelo que fazem é semelhante. No filme, esta dualidade entre os dois está em toda a obra e é sintetizado abertamente pela figura do promotor Harvey Dent – que, além de escancarar essa idéia jogando cara ou coroa durante o filme inteiro – deixa de ser o Cavaleiro Branco de Gotham após ser corrompido pela loucura do Coringa. Sabemos que o Cavaleiro das Trevas do título é o Batman (e sabemos disso somente por causa da clássica minissérie de Frank Miller), mas ele poderia muito bem ser Harvey Dent após a sua “queda” (o que o colocaria como personagem central do filme). Ou, claro, O Cavaleiro das Trevas poderia ser, também, o Coringa, que personifica todo o mal. Em suma, a Gotham City do filme é habitada por cavaleiros das trevas. A única diferença entre Batman e os outros é que ele e sua obsessão, por acaso, protegem a platéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas &lt;i style=""&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; não existe sem o Coringa. Em determinadas cenas com o personagem, eu, morador de São Paulo, senti o mesmo embrulho no estômago que sofri nos famigerados dias dos ataques do PCC à cidade. E isso apenas por um motivo: pela imprevisibilidade dos ataques do vilão. Um exemplo é a cena do hospital – se você não viu o filme, saberá do que estou falando. Elas mostram uma cidade totalmente (totalmente mesmo) à mercê de um criminoso, e a imprevisibilidade deste mesmo sujeito faz com que você se sinta acuado em todos os momentos – esteja do lado de lá ou de cá da tela. O Coringa não é mais um vilão, é um terrorista – e a cena em que ele tortura uma pessoa vestida de Batman e exibe isso em vídeo deixa isso claro. O Coringa de Heath Ledger consegue ser pior que o Coringa da graphic novel A Piada Mortal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Coringa de Heath Ledher é o vilão quintessencial dos quadrinhos. E é o vilão mais ousado politicamente falando que o cinema criou nos últimos anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Infelizmente, para a platéia perceber isso, é necessário um pouco de QI, coisa que anda &lt;st1:personname productid="em falta. Quase" st="on"&gt;em  falta. Quase&lt;/st1:PersonName&gt; levantei para brigar com as pessoas no cinema quando elas começavam a rir nas cenas em que o Coringa aparecia. Será que as pessoas não conseguem entender que ele é ameaçador, e não engraçado? Mas não foi preciso, o próprio Heath Ledger fez isso por mim. Nas primeiras cenas, as pessoas davam risada. Da metade do filme para frente, as poucas risadas em que se ouvia nos cinemas eram nervosas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas claro que esse medo não impediu a criatura boçalizada que estava ao lado da Sra. Gordon de atender a porra do celular no meio do filme. O que deixa no ar a pergunta: se atendeu ao telefone para falar que “não pode falar porque está no cinema”, porque atendeu ao telefone? Afinal, o ato de desligar o celular meio que deixa implícito que você não pode falar naquele momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensando sobre isso, não consigo tirar a frase que o Coringa usa para se descrever em determinada cena: “eu sou como um cachorro que corre atrás dos carros, eu não saberia o que fazer se alcançasse o carro”. O grande público estava há anos – talvez desde o terceiro &lt;i style=""&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/i&gt; - correndo atrás de um blockbuster com essa qualidade. Mas, agora que ele chegou, elas não sabem o que fazer com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Palmas para o sujeito que atendeu o celular no meio do sério candidato a filme do ano, e que provavelmente vai descrever o filme como “bem lôco” e o Coringa como “muito lôco”. Infelizmente, hoje os filmes são feitos para este sujeito. O mundo – ou, ao menos, grande parte dele – não merece um filme como &lt;i style=""&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-2910522338989099639?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/2910522338989099639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=2910522338989099639&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2910522338989099639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2910522338989099639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/07/batman-o-cavaleiro-das-trevas.html' title='Batman - O Cavaleiro das Trevas'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/SI5Cnj6Xl6I/AAAAAAAAAuQ/GU1YDRHYvCU/s72-c/batman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-4824185631928484578</id><published>2008-03-24T16:50:00.000-03:00</published><updated>2008-03-24T16:51:14.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Nip/Tuck - 4ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R-gGEL3Bn2I/AAAAAAAAApA/no-rdWVp8c4/s1600-h/nip+tuck+4a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R-gGEL3Bn2I/AAAAAAAAApA/no-rdWVp8c4/s400/nip+tuck+4a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181398040262582114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Nip/Tuck&lt;/i&gt; é uma série que sofre de um problema gravíssimo: o excesso de seriados que abordam crises de meia-idade e as dificuldades de relacionamento e comunicação experimentados por pessoas que levam vidas aparentemente perfeitas, que são uma das maiores tendências da TV atual. Com isso, a série, que tem como pano de fundo o universo das cirurgias plásticas, acaba não tendo o destaque devido, tornando-se muito mais cult que pop – e o modo quase explícito com que as cirurgias e o sexo são tratados contribuem para isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felizmente, isso não atrapalha a série. Pelo contrário, o fato de ela não ser uma mania como &lt;i style=""&gt;24 Horas&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;House&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;Heroes&lt;/i&gt;, mas contando com público fiel, permite que os roteiros continuem afiados e, o que é melhor, sem abrir nenhum tipo de concessão em nome da audiência. Uma prova disso é a quarta temporada, recém-lançada em DVD no Brasil, que se configura num dos melhores dramas da televisão do ano passado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Novamente, o foco central é dividido igualmente entre os dois protagonistas, os cirurgiões e sócios Sean McNamara e Christian Troy. Milionários e bem-sucedidos profissionalmente, a vida pessoal de ambos é um lixo, ao contrário do que as aparências mostram. Enquanto o primeiro tenta viver de forma responsável, mantendo um casamento (mesmo cercado de tentações) e criando seus filhos, o segundo é um conquistador sem sinais de escrúpulo e pula de cama para cama (às vezes, mais de uma vez por episódio). Aliás, Troy é um dos personagens mais fortes da atualidade: ao invés de ser apenas um galã cafajeste unidimensional, o ar sombrio e amargo que Julian McMahon empresta ao cirurgião enriquece demais a personalidade do personagem, tornando-o um dos pontos altos do seriado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na quarta temporada, esses dois fatores (a suposta respeitabilidade de um e a amoralidade do outro) são levados ao extremo numa série de episódios que parecem resumir tudo o que aconteceu nos anos anteriores, dando a idéia de que um enorme arco de histórias foi fechado – o que torna recomendável assistir às outras temporadas antes. Com isso, claro, sobra espaço para as tradicionais bizarrices da série – que já, abordou assuntos como transexualismo, tráfico de drogas, seriais killers e neonazismo. O pacote da vez inclui deformidades físicas, tráfico de órgãos e, num lance arriscado, cientologia, um assunto que poucos filmes e séries têm coragem de abordar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O diferencial da série (além da força de seus personagens centrais) é a elegância de sua narrativa. Os episódios são escritos e dirigidos com uma qualidade superior a muitos outros dramas da TV, e isso e apresentado com uma regularidade invejável. Aliás, esta quarta temporada ousa mais que as anteriores nesse sentido, sobretudo mostrando um episódio ambientado em &lt;st1:metricconverter productid="2026. A" st="on"&gt;2026. A&lt;/st1:metricconverter&gt; idéia não é nova. Diversos seriados, independente do gênero, apresentam um episódio esporádico numa época diferente, mostrando o futuro ou (normalmente) o passado dos personagens. Porém, com a exceção de &lt;i style=""&gt;Lost&lt;/i&gt;, todos fazem isso como uma enorme brincadeira que, se explica as atitudes dos personagens centrais, não acrescenta muito à trama. &lt;i style=""&gt;Nip/Tuck&lt;/i&gt;, por sua vez, transporta a ação duas décadas à frente dos roteiros para, corajosamente, apresentar uma das mudanças mais drásticas na vida de um dos personagens desde o início da série, já entregando suas conseqüências – e, obviamente, o fato de será irreversível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Porém, se a série não abre concessões nos roteiros para ganhar mais público, a recompensa vem de outra forma: participações especiais. Catherine Deneuve, Richard Chamberlain, Jacqueline Bisset, Peter Dinklage e até mesmo Alanis Morrisette são alguns dos nomes que desfilam pelo cast da quarta temporada, tornando a série ainda mais elegante e divertida para o público, que começa a caçar as personalidades que surgem em cada episódio. E o número de celebridades deve aumentar ainda mais com o gancho final da temporada, que transporta os dois cirurgiões para a meca das celebridades americanas. Ou seja, o público pode esperar mais sexo e mais bizarrices no próximo ano, que promete fôlego renovado – desde que o seriado não se perca como tantos outros que resolveram mudar radicalmente sua trama central e acabaram se auto-destruindo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-4824185631928484578?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/4824185631928484578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=4824185631928484578&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/4824185631928484578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/4824185631928484578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/03/niptuck-4-temporada.html' title='Nip/Tuck - 4ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R-gGEL3Bn2I/AAAAAAAAApA/no-rdWVp8c4/s72-c/nip+tuck+4a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-3050640944556335624</id><published>2008-01-28T17:15:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T17:16:48.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Prison Break - 2ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54p6VLge_I/AAAAAAAAAk0/w57nIQ3U30E/s1600-h/prison+break.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54p6VLge_I/AAAAAAAAAk0/w57nIQ3U30E/s320/prison+break.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160608305107729394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje em dia ninguém investe tanto (e tão bem) em séries de ação como a Fox. A emissora, além de exibir as aventuras de Jack Bauer em &lt;i style=""&gt;24 Horas&lt;/i&gt; – a maior grife do momento – detém os direitos de quase todas as outras opções para quem procura alternativas no gênero. E, deixando &lt;i style=""&gt;24 Horas&lt;/i&gt; de lado, o carro-chefe da emissora é &lt;i style=""&gt;Prison Break&lt;/i&gt;, que, logo em sua primeira temporada, arregimentou um enorme número de fãs cativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Justamente por isso esta segunda temporada dá um passo corajoso e arriscado ao mudar toda a estrutura da trama, colocando os personagens principais do lado de fora dos muros do presídio de Fox River – vale lembrar que a primeira temporada se encerra justamente na fuga. E esse é o grande problema da segunda temporada, já que o diferencial do seriado eram justamente as cenas ambientadas na prisão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, isso está longe de ser um grande defeito, já que a segunda temporada, apesar de inferior a primeira, ainda consegue manter o interesse do espectador, graças especialmente a dois fatores: Robert Knepper e William Fitchner. São os dois atores que conseguem compensar a mesmice das cenas de ação (pois, fora da prisão, a série virou “mais um” seriado de ação) e a falta de coerência (e de graça) da suposta trama governamental por trás da prisão de Lincoln Burrows.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Knepper, que interpreta o presidiário Theodore “T-Bag” Bagwell, conseguiu criar um dos personagens mais maravilhosamente sórdidos da televisão: bissexual, pedófilo, totalmente desequilibrado e amoral. Como se não bastasse, o ator utiliza ainda de maneirismos e um sotaque sulista carregado que chega a causar nojo no espectador. Entretanto, basta o ator ficar mais de alguns minutos sem aparecer na tela para sua ausência começar a se refletir no episódio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Além disso, vale ressaltar que, ele é o responsável por muitas das subtramas da segunda temporada, já que cabe aos outros personagens normalmente reagirem às suas ações. A iniciativa sempre é dele – e é sempre a pior iniciativa possível. Isso já se manifestava dentro do presídio na primeira temporada, mas, neste segundo ano, a importância do personagem fica cada vez mais explícita. Sem dúvida, um dos melhores vilões da televisão – e o melhor da série, devido a incapacidade dos roteiristas em amarrar a trama política de forma satisfatória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O outro ponto dorte deste ano é William Fitchner, nem tanto pelo seu personagem, mas mais pelo seu talento &lt;st1:personname productid="em si. Veterano" st="on"&gt;em si. Veterano&lt;/st1:PersonName&gt; do cinema, onde atuou em filmes como &lt;i style=""&gt;Mar em Fúria&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Crash – No Limite&lt;/i&gt;, o ator normalmente rouba para si todas as cenas em que aparece, especialmente quando contracena com Dominic Purcell, que empresta ao seu personagem Lincoln Burrows a expressividade de um lustre. Wentworth Miller, que interpreta Michael Scofield, também está longe de ser um ator de destaque, mas se sai bem com o personagem calado e introspectivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, apesar de um gancho razoável para a terceira temporada, fica claro que o próximo ano será decisivo para o seriado. Afinal, será em 2008 que descobriremos se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prison Break&lt;/span&gt; foi uma “série excelente de uma temporada” ou uma “série regular de várias temporadas”. Se mantiver o ritmo da segunda temporada, a última alternativa é a mais provável, já que nem mesmo Knepper ou Fitchner conseguirão, sozinhos, manter a qualidade da série.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-3050640944556335624?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/3050640944556335624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=3050640944556335624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3050640944556335624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3050640944556335624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/01/prison-break-2-temporada.html' title='Prison Break - 2ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54p6VLge_I/AAAAAAAAAk0/w57nIQ3U30E/s72-c/prison+break.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-7378655008502232086</id><published>2008-01-28T15:31:00.001-02:00</published><updated>2008-01-28T15:32:32.711-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Eu Sou a Lenda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54RmVLge-I/AAAAAAAAAks/dknSIenM5vU/s1600-h/eu+sou+a+lenda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54RmVLge-I/AAAAAAAAAks/dknSIenM5vU/s320/eu+sou+a+lenda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160581573231279074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Will Smith é um ator que, aos poucos, ganhou meu respeito. Ao invés de manter-se dentro de um terreno seguro, estrelando apenas superproduções vazias e repetitivas, o ator construiu uma carreira sólida, buscando novos desafios e projetos mais complexos, sejam eles mais pessoais e modestos (como &lt;i style=""&gt;Ali&lt;/i&gt;) ou mesmo &lt;st1:personname productid="em blockbusters. Esse" st="on"&gt;em blockbusters. Esse&lt;/st1:PersonName&gt; é o caso de &lt;i style=""&gt;Eu sou a Lenda&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Baseado no livro de Richard Matheson (que já havia rendido duas adaptações para o cinema, uma com Vincent Price e outra com Charlton Heston), &lt;i style=""&gt;Eu sou a Lenda&lt;/i&gt; mostra um futuro aterrorizante para a humanidade. Após um tratamento que teoricamente poderia curar o câncer dar terrivelmente errado, a humanidade é devastada e os poucos sobreviventes tornaram-se um misto de zumbis e mortos vivos, que se escondem durante o dia e, à noite, saem para caçar outros humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse cenário caótico, Smith é Robert Neville, que talvez seja o único sobrevivente. Morando numa Nova York assustadoramente vazia (ao lado de sua cadela Sam), ele divide seu tempo entre pesquisar uma cura para o processo biológico responsável pela mutação, encontrar outros sobreviventes e, claro, sobreviver aos ataques das criaturas, transformando sua casa numa verdadeira fortaleza. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Partindo dessa premissa simples, o diretor Francis Lawrence conseguiu arquitetar um filme que transita por inúmeros gêneros. O roteiro passeia, obviamente, pela ficção científica e terror, mas não se mantém a esses dois campos, namorando o drama ao abordar o cotidiano de um homem que tenta não enlouquecer com a responsabilidade de ser o único de sua raça no planeta. E, nesse aspecto, Smith corresponde à expectativa, emprestando profundidade a um personagem que poderia funcionar apenas nas cenas de ação e que passa boa parte do filme contracenando apenas com um cão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o grande atrativo de &lt;i style=""&gt;Eu sou a Lenda&lt;/i&gt; é a sua atmosfera. O diretor Francis Lawrence, que já havia mostrado talento em &lt;i style=""&gt;Constantine&lt;/i&gt;, dá liberdade para o personagem de Smith crescer por meio da interpretação do astro, preferindo-se concentrar no mundo desolado que o cerca. E, nesse aspecto, o filme é um show visual, com uma Nova York que começa a perder espaço para a natureza, sendo tomada por plantas e animais selvagens, que passam a dividir o ambiente com ruínas de prédios e carros abandonados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo mantendo a tensão até o final (e com a entrada em cena de Alice Braga, talvez a única personagem brasileira natural de São Paulo a figurar num grande filme hollywoodiano), o filme perde um pouco em sua segunda metade, especialmente em sua conclusão um tanto quanto apressada. Mas o resultado final é satisfatório, mesmo que inferior ao livro original. Chega a ser irônico que a tarefa de mostrar que ainda existe vida inteligente nos blockbusters seja responsabilidade do astro dos acerebrados &lt;i style=""&gt;Bad Boys&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;As Loucas Loucas Aventuras de James West&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-7378655008502232086?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/7378655008502232086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=7378655008502232086&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/7378655008502232086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/7378655008502232086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/01/eu-sou-lenda.html' title='Eu Sou a Lenda'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R54RmVLge-I/AAAAAAAAAks/dknSIenM5vU/s72-c/eu+sou+a+lenda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-6840840678602593755</id><published>2008-01-28T12:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-28T12:45:08.810-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Desperate Housewives - 3ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R53qUFLge9I/AAAAAAAAAkk/HFzffm7CfuE/s1600-h/desperate.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R53qUFLge9I/AAAAAAAAAkk/HFzffm7CfuE/s400/desperate.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160538378745183186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muita gente fala que a primeira temporada de &lt;i style=""&gt;Desperate Housewives&lt;/i&gt; foi a única que prestou em toda a série. Isso é uma meia-verdade. Sem dúvida, o primeiro ano foi o melhor de todos até agora, com um tom sombrio e doses de humor negro que não os produtores e roteiristas não conseguiram repetir nas temporadas anteriores. Mas, daí a dizer que o segundo e terceiro anos não possuem seus méritos é totalmente equivocado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Realmente, o segundo ano perde-se ao tentar (sem sucesso) criar uma nova trama de mistério, seguindo a receita que havia dado certo na primeira temporada. Porém, o terceiro ano da série inova ao criar uma série de pequenas tramas com o mesmo peso para cada uma das personagens, sem seguir um foco narrativo principal. E isso funciona na maior parte do tempo, tornando a temporada mais ágil e interessante (e permitindo que os roteiristas possam mudar algo que não esteja dando certo sem grandes problemas).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com isso, o público é presenteado com tramas de todos os tipos e formatos: cômicos, românticos, dramáticos etc. Isso, aliado ao carisma das quatro personagens centrais – e de muitos dos coadjuvantes –, se não tornam o terceiro ano do seriado memorável, conseguem mostrar que a série ainda tem muita lenha para queimar, ao contrário do que os críticos de plantão insistem em afirmar, dizendo que o seriado se perdeu completamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Independente desta nova estratégia dos roteiristas, o seriado conta com um grande trunfo que mais que justifica uma visita: Felicity Huffman. Apesar de o elenco inteiro estar extremamente afiado, a intérprete de Lynette se sobressai engolindo todas as cenas em que aparece. A naturalidade e a profundidade que ela empresta à sua personagem mostram que, sem sombra de duvida, trata-se da maior atriz que a televisão vê em muito tempo. Uma amostra disso é o excelente episódio em que ela é mantida como refém num supermercado, que é, certamente, o melhor da história do seriado – e muito graças ao trabalho da atriz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos outros personagens, o destaque fica para Nicolette Sheridan, mesmo com as participações de atores já consagrados no cinema como Kyle MacLachlan e Dougray Scott. Seu personagem, Eddie Britt, originalmente criado como vilã da série ganha cada vez mais espaço no seriado, despertando até mesmo a simpatia (e pena) do público, sobretudo no final da temporada. O inverso acontece com a personagem de Teri Hatcher, que novamente não tem muito a fazer, a não ser funcionar como alivio cômico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em suma, &lt;i style=""&gt;Desperate Housewives&lt;/i&gt; consegue manter seu charme em meio a tantos seriados que seguem a tendência atual da televisão de criticar o american way of life. Continua mostrando fôlego e, apesar de um ou outro escorregão, permanece acima da média do que é exibido na televisão. E, de quebra, Felicity Huffman é, sozinha, melhor que o elenco inteiro de um &lt;i style=""&gt;The O.C&lt;/i&gt; da vida e o trabalho da atriz justifica o preço da temporada em DVD.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-6840840678602593755?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/6840840678602593755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=6840840678602593755&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/6840840678602593755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/6840840678602593755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/01/desperate-housewives-3-temporada.html' title='Desperate Housewives - 3ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R53qUFLge9I/AAAAAAAAAkk/HFzffm7CfuE/s72-c/desperate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-3133941700460294081</id><published>2008-01-27T23:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T00:38:54.311-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Desejo e Reparação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R50vjFLge8I/AAAAAAAAAkc/1-skEaFXzkA/s1600-h/desejo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R50vjFLge8I/AAAAAAAAAkc/1-skEaFXzkA/s320/desejo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160333027768826818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dos grandes favoritos ao Oscar deste ano, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo e Reparação&lt;/span&gt;, pode, à primeira vista, tratar de temas semelhantes ao romance &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orgulho e Preconceito&lt;/span&gt;. Isso não pela suas ambientações (ambos são de época), mas pelo título nacional oportunista, que pega carona no nome do romance de Jane Austen (cuja última versão é do mesmo diretor Joe Wright e estrelada por Keira Knightley, que também está neste aqui). Na verdade, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo e Reparação &lt;/span&gt;é um drama muito mais complexo que o romance de Jane Austen e merece todas as indicações ao Oscar que recebeu, graças a todas as suas (muitas) virtudes cinematográficas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na verdade, o título original (apenas “Reparação”) é muito mais apropriado, já que essa é a força motriz da trama. No centro do roteiro temos a jovem Briony Tallis, que vive em 1935 confortavelmente na mansão de sua família e cujo maior sonho é tornar-se escritora. Ela divide aquele pequeno universo com outras pessoas, mas o seu foco está sempre apontado para o relacionamento entre sua irmã mais velha, Cecília e o filho do caseiro, Robbie (James McAvoy, impecável), já que nutre uma paixão pelo rapaz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo muda quando ela acusa o amante da irmã de um crime que pelo qual o jovem não cometeu, fazendo com que o jovem seja jogado na cadeia. A partir daí, o roteiro explora o destino dos três personagens centrais, transpondo a ação para os anos da guerra, em três segmentos separados para cada um deles, e conclui com um pequeno segmento nos dias atuais. Falar mais seria estragar as surpresas da conclusão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com um roteiro que se assume claramente como dividido em atos, o longa é um primor em todos os seus detalhes. È o caso do trecho ambientado em 1935, quando o público assiste a diversas cenas duas vezes: uma mostrando o ponto de vista de Briony, outra apresentando o que realmente aconteceu. E sempre de forma elegante, sem confundir o espectador. Pelo contrário, ele usa dessa ferramenta para desenvolver cada um dos três personagens e o relacionamento entre eles – algo que seria extremamente difícil com a personagem Briony, já que ela age, na maioria das vezes, como simples espectadora das ações do casal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já os segmentos ambientados na guerra e dedicados a cada um dos personagens assumem uma narrativa mais convencional – e, infelizmente, mais comum – mas não menos elegante. Talvez o único porém esteja no segmento dedicado a Robbie, que apresenta alguns momentos mais lentos que quebram um pouco o ritmo, mas nada que comprometa o resultado final. Além disso, este no segmento centrado neste personagem que apresenta a longa tomada sobre a retirada dos soldados francesas da praia de Dunquerque – que justificaria a criação de uma categoria no Oscar para premiar a melhor cena isolada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apesar de inferiores ao primeiro ato do filme, estes três segmentos ambientados no período da guerra funcionam muito bem ao mostrar as conseqüências das ações de Briony não apenas na vida da irmã e do namorado, como na sua. Porém, mesmo sem oferecer ao espectador a mesma genialidade narrativa do início, funciona muito bem como elo de ligação entre o primeiro e o último (e enxuto) ato, que, por sua vez, mostra que o diretor Joe Wright é um mestre na esquecida arte de enganar o espectador e que coloca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e Reparação &lt;/span&gt;como um dos maiores filmes de 2008. Imperdível.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-3133941700460294081?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/3133941700460294081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=3133941700460294081&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3133941700460294081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3133941700460294081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/01/desejo-e-reparao.html' title='Desejo e Reparação'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R50vjFLge8I/AAAAAAAAAkc/1-skEaFXzkA/s72-c/desejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-9010844687241108005</id><published>2008-01-27T18:13:00.001-02:00</published><updated>2008-01-27T18:16:18.690-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Gângster</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R5zl_1Lge7I/AAAAAAAAAkU/RVP9cCzIdNY/s1600-h/gangster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R5zl_1Lge7I/AAAAAAAAAkU/RVP9cCzIdNY/s320/gangster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160252157829610418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Provavelmente o cinema americano nunca mais viverá uma fase tão criativa como a vista durante os anos 70. Especialmente o gênero policial, que rendeu pérolas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perseguidor Implacável&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Operação: França&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Serpico&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo de Matar&lt;/span&gt;, entre tantos outros. De lá para cá, quase todo bom filme do gênero obedece às normas impostas nos anos 70 em todos os aspectos, desde a construção dos personagens e desenvolvimento de roteiro até os enquadramentos e movimentação de câmera nas cenas de ação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É o caso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Gângster&lt;/i&gt;, novo trabalho do inglês Ridley Scott, que coloca dois dos maiores astros do momento, Denzel Washington e Russell Crowe, frente a frente. O primeiro é Frank Lucas, traficante que, nos anos 70, construiu um verdadeiro império &lt;st1:personname productid="em Nova York" st="on"&gt;em Nova York&lt;/st1:personname&gt; ao importar heroína do sudeste asiático em caixões de soldados americanos mortos no Vietnã; o segundo é um dos poucos policiais honestos em toda a corporação, que recebe a missão de capturá-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Experiente, o cineasta sabe que mergulhar diretamente no confronto entre os dois apenas diluiria a trama, fazendo com que o filme perdesse todo seu diferencial. Logo, ele usa a primeira hora do roteiro para apresentar detalhadamente cada personagem com seus problemas e motivações – da mesma forma que Michael Mann havia feito em &lt;i style=""&gt;Fogo contra Fogo&lt;/i&gt;. E, com isso, o personagem principal (e grande trunfo do filme) acaba se tornando a cidade de Nova York, talvez (maravilhosamente) em seu pior estado desde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Taxi Driver&lt;/span&gt;, de Martin Scorsese.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aliás, o ponto alto do filme é a direção de Scott. Sem usar em momento algum para o virtuosismo que lhe tornou famoso, o cineasta dá espaço para os personagens e para a trama em si, apresentando tudo da forma mais crua possível – justamente como em qualquer filme dos anos 70. Aliás, cabe dizer que a produção é repleta de referencias à grandes filmes da década de 70, com cenas que remetem diretamente ao já citado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Taxi Driver&lt;/span&gt;,e uma subtrama do personagem de Crowe que chega a ser uma grande homenagem a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Serpico&lt;/span&gt;, de Al Pacino. Mas nada disso é gratuito, já que o roteiro, mesmo com cerca de 160 minutos, é absurdamente enxuto e cada cena se presta unicamente ao seu desenvolvimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, no duelo entre os dois atores, quem se sai melhor é Denzel Washington. Nem tanto pelo seu talento, mas pela opção de Crowe em deixar seu personagem contido, até mesmo discreto demais em algumas cenas, o que deixa espaço para o Washington crescer cada vez ao longo do filme, mas sempre sem cair no exagero, numa interpretação que merecia ser indicada ao Oscar, ainda mais num ano sem favoritos absolutos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o grande mérito, mesmo, é de Scott, que conseguiu corajosamente criar um filme típico dos anos 70 em pleno século 21. É uma pena que pode acabar sumindo em meio a uma temporada na qual disputa espaço nas salas de cinemas com as produções indicadas para Oscar, o que abreviará sua carreira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-9010844687241108005?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/9010844687241108005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=9010844687241108005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/9010844687241108005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/9010844687241108005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2008/01/o-gangster.html' title='O Gângster'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R5zl_1Lge7I/AAAAAAAAAkU/RVP9cCzIdNY/s72-c/gangster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-5900228320382930305</id><published>2007-12-21T18:53:00.001-02:00</published><updated>2007-12-21T19:50:56.486-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Supernatural - 2ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R2wn4lNQL1I/AAAAAAAAAeg/0UHyVW1TQjo/s1600-h/supernatural+2a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R2wn4lNQL1I/AAAAAAAAAeg/0UHyVW1TQjo/s320/supernatural+2a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146532327191490386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já faz alguns anos que a televisão se ressente de bons seriados de terror. Claro que alguns episódios de &lt;i style=""&gt;Arquivo X&lt;/i&gt; navegavam por essas águas, mas a série acabou se enveredando na ficção científica, de onde nunca mais saiu, deixando a televisão órfã do gênero. Talvez seja a própria redução de qualidade dos filmes de terror para cinema o grande causador disso. Depois do respiro que o gênero teve no início dos anos 90, com os filmes da trilogia &lt;i style=""&gt;Pânico&lt;/i&gt; (e todas as suas cópias), os filmes de terror entraram em declínio e hoje sobrevivem somente devido a dois nichos: as produções orientais (que já começam a perder força) e ao filmes que exploram o gore, como &lt;i style=""&gt;O Albergue&lt;/i&gt;, cuja proposta é inadaptável para a televisão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E é aí que entra &lt;i style=""&gt;Supernatural&lt;/i&gt;. Misto de terror com road movie, o seriado acompanha as aventuras de dois irmãos, Dean e Sam, cujo trabalho é eliminar vampiros, lobisomens, espíritos, demônios e quaisquer outros mitos e lendas urbanas que aparecer em seu caminho. E, mesmo trocando de “monstro” a cada semana, o seriado consegue manter uma qualidade impressionante. E mais impressionante ainda é saber que tudo saiu da cabeça de McG, diretor de &lt;i style=""&gt;As Panteras&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;As Panteras – Detonando&lt;/i&gt;, que, vindo da indústria musical, tem o péssimo hábito de transformar (ou pasteurizar) em videoclipe todos os projetos que se envolve.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Supernatural&lt;/i&gt; seria ideal para o cineasta colocar em prática esse seu “talento”, mas algo deu errado – para sorte dos espectadores. Ao invés de se basear em cenas de ação (e elas existem aos montes), os episódios preferem se apoiar mais na atmosfera sombria do universo dos irmãos Winchester, deixando, em alguns casos, o espectador literalmente aterrorizado. E o medo vem não somente do que ele vê na tela, mas do que ele sabe que está fora do seu campo de visão esperando pelos jovens.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira temporada apresentou, além de alguns episódios inesquecíveis, a grande mitologia da série, o demônio de olhos amarelos que persegue Sam, o Winchester mais jovem, deixando mais perguntas que respostas no ar. Este segundo ano, porém, responde a maioria delas, mas em momento algum causa o desinteresse do espectador pela trama central, que ganha novos elementos, como a presença de outros caçadores (como os irmãos se denominam) e de outras pessoas comuns que estão na mira do demônio.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o único ponto fraco seja a tentativa dos produtores em criar também um arco de histórias para Dean. A solução encontrada (colocando o jovem como suspeito de assassinatos e na mira do FBI) não funciona em todas as vezes que é acionada. Sem dúvida, ela acaba dando origem a um excelente episódio no qual os irmãos precisam se infiltrar dentro de uma prisão para exterminar um espírito no local, mas, na maioria dos momentos, traz um tom de realidade que não apenas é desnecessário como prejudicial à série, quebrando o ritmo de alguns episódios.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas isso não chega a atrapalhar a temporada como um todo, que explora cada vez mais as diferenças entre os dois irmãos Winchester: enquanto Sam é o mais centrado e coerente; Dean é a metade impulsiva e malandra da dupla. Porém, a fórmula da “dupla diferente” aqui, é muito bem aproveitada, até mesmo com brigas entre os irmãos, não ficando apenas na descrição dos personagens usada no roteiro.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entretanto, a série quase acabou cancelada, sendo uma das últimas cuja renovação de contrato foi anunciado, no final de 2006. Os fãs fizeram abaixo-assinados e protestos, e aparentemente, conseguiram manter o seriado no ar por mais um ano. Sorte do público, que continua com ao menos uma boa opção de terror na televisão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-5900228320382930305?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/5900228320382930305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=5900228320382930305&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5900228320382930305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5900228320382930305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/12/supernatural-2-temporada.html' title='Supernatural - 2ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R2wn4lNQL1I/AAAAAAAAAeg/0UHyVW1TQjo/s72-c/supernatural+2a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-2645562591162959105</id><published>2007-11-29T15:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T15:33:26.842-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Leões e Cordeiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R073kPcFldI/AAAAAAAAAaI/oFjyw3FSNbU/s1600-h/leoes+e+cordeiros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138316426868004306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R073kPcFldI/AAAAAAAAAaI/oFjyw3FSNbU/s320/leoes+e+cordeiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Depois de enlouquecer totalmente e começar a protagonizar manchetes dignas de Britney Spears, Tom Cruise foi praticamente chutado da Paramount, estúdio que distribuía a maioria de seus filmes. Ao lado da sua sócia Paula Wagner, então, assumiu o controle da United Artists, um dos estúdios mais antigos de Hollywood (um de seus fundadores foi Charles Chaplin), que já não andava bem das pernas há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Cruise sabia que seu primeiro projeto à frente do estúdio deveria ser algo arrebatador, justamente para recuperar sua imagem, totalmente arranhada. Pegando um tema complexo e polêmico (a presença americana no Oriente Médio), Cruise convocou um elenco de peso, reunindo (além de si próprio), Meryl Streep e Robert Redford; e escalou o último, inclusive, para dirigir a fita. Ou seja, desde o início, era um projeto que tinha tudo para agradar a crítica (graças ao tema) e ao público (devido ao elenco estelar). Não tinha como dar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leões e Cordeiros é um projeto tão ambicioso quanto mal sucedido. A história é dividida em três frentes: na primeira delas, um jovem senador (Cruise) tenta vender a uma jornalista (Meryl Streep) a idéia de um novo plano de ação no Oriente Médio; na segunda, um professor de ciências políticas (Redford) tenta convencer um aluno desencantado com a situação do país a não abandonar o curso; e, por fim, temos dois soldados (ex-alunos do personagem de Redford) encurralados atrás das linhas inimigas no front.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costurados com perfeição, esses três atos, juntos, poderiam transformar Leões e Cordeiros em um dos melhores filmes do ano. Porém, o filme falha justamente naquele que deveria ser mais importante. O núcleo estrelado por Redford é cansativo e parece não chegar a lugar algum, falhando miseravelmente em fazer a ponte entre os outros dois, que funcionam melhor. Com diálogos insossos e desnecessários, ele acaba deixando de ser interessante e acaba afundando o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros dois núcleos funcionam melhor, mas também estão longe de serem perfeitos. Enquanto o núcleo que aborda os dois soldados não evolui em absolutamente nada durante o segundo ato da trama (mas consegue manter o interesse, admito), o de Cruise é o que funciona melhor. E, surpreendentemente, o ator até funciona como o ambicioso senador, empregando uma simpatia quase forçada para vender sua idéia à jornalista e aos espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas claro que chega a ser desumano colocarem Tom Cruise e Meryl Streep contracenando, sozinhos, durante tanto tempo. Atuando de forma contida e apenas reagindo às frases de Cruise, Meryl engole a cena sem grandes dificuldades. Afinal, engolir outros atores é uma constante na carreira dela na mesma intensidade que ser engolido por qualquer ator é um velho hábito de Cruise. Aliás, Leões e Cordeiros estabelece um novo recorde na carreira do ator. Antes da projeção, é exibido o trailer de Operação Valquíria, novo trabalho do ator (que deve estrear no meio do ano), no qual ele divide a tela com Kenneth Branagh. Ou seja, Leões e Cordeiros é o primeiro filme de sua carreira no qual ele é engolido antes mesmo do filme começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o surpreendente é o filme ter fracassado nos Estados Unidos, onde teve uma bilheteria pífia. Aparentemente, o americano não está disposto a ir ao cinema para pensar sobre a Guerra no Oriente Médio. A impressão que dá é que, mesmo estando (atualmente) contra a guerra, os americanos não querem tocar no assunto – a prova disso é que nenhum filme sobre o tema, até agora, foi bem recepcionado. E, aqui no Brasil, o filme certamente não funciona também: diálogos demais, pouca ação e um assunto norte-americano demais para nosso público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o primeiro trabalho de Tom Cruise à frente da UA está longe de ser uma bomba, mas será lembrado como primeiro grande fracasso da carreira de um ator acostumado a ver seus filmes ultrapassarem a marca de US$ 100 milhões de bilheteria somente nos Estados Unidos. Na guerra entre Estados Unidos e terroristas, quem perdeu foi ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-2645562591162959105?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/2645562591162959105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=2645562591162959105&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2645562591162959105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2645562591162959105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/lees-e-cordeiros.html' title='Leões e Cordeiros'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R073kPcFldI/AAAAAAAAAaI/oFjyw3FSNbU/s72-c/leoes+e+cordeiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-4385097790850821668</id><published>2007-11-28T19:15:00.000-02:00</published><updated>2007-11-28T19:19:23.460-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Eric Clapton - A Autobiografia</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R03a1_cFlbI/AAAAAAAAAZ0/SpgWPn0j8zo/s1600-h/eric+clapton.jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138003370996766130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R03a1_cFlbI/AAAAAAAAAZ0/SpgWPn0j8zo/s320/eric+clapton.jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “Clapton é Deus”. No final dos anos 60, pichações com essas inscrições começaram a aparecer nos muros de Londres, anunciando que um novo mito da música pop estava surgindo. Hoje, quatro décadas depois, Eric Clapton confirmou essa previsão e tornou-se, mais que um músico, um artista de quilate invejável. Seu nome foi alçado à condição de grife e só não se tornou um mito pois continua gravando com regularidade – não podemos esquecer que a condição sine qua non para um artista se tornar mito é morrer ou desaparecer da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ele parece longe de concordar com o status que lhe foi atribuído, como deixa claro em sua recém-lançada autobiografia. Em momento algum do livro ele questiona a qualidade do seu trabalho como um todo (mas acusa alguns trabalhos e gravações específicas de terem baixa qualidade), mas faz questão de afirmar que está longe de ser o melhor guitarrista do mundo, apontando, frequentemente, diversos guitarristas de blues como superiores a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o blues é uma constante na vida de Clapton – e, consequentemente, no livro. Sem esconder em momento algum sua paixão pelo estilo, confessa que muita parte dos trabalhos realizados em seus primeiros anos não o satisfaziam por serem comerciais demais devido a imposições de agentes e gravadoras, mais interessados em possuir um hit que uma música que respeitasse as raízes do blues. Apesar de nascer no rock, em bandas como Yardbirds e Cream, e em parcerias com ícones como Beatles (em especial com o amigo George Harrison), Rolling Stones, Jimi Hendrix e Bob Dylan, Clapton foi concebido no blues, ritmo que o impulsionou, ainda adolescente, a colocar as mãos numa guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mesmo girando obviamente em torno do universo musical dos anos 60 e 70 (e conte aí histórias sobre bastidores de discos e shows históricos), o livro está longe de ser um livro sobre o guitarrista Eric Clapton, preferindo ir além e abordar a pessoa Eric Clapton. E é justamente aí que ele deixa de ser uma obra com passagens interessantes sobre o universo musical, narradas por quem estava dentro dele (ou seja, o mínimo que poderia se esperar) e acaba tornando-se um livro denso, e até mesmo sombrio em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, a música está presente em todas as páginas da obra. Aliás, um dos poucos defeitos do livro é a ausência dos anos exatos em que os acontecimentos se passam, já que tudo é situado cronologicamente pelos discos, e seria necessária uma discografia com datas ao fim do livro para melhor acompanhamento. Mas a música jamais é o foco central da narrativa, e sim o pano de fundo no relato de um artista que, ao esbanjar genialidade, disfarçava totalmente a insegurança e a baixa auto-estima que sempre sentiu por si próprio. &lt;em&gt;Eric Clapton - a Autobiografia &lt;/em&gt;soa como um desabafo, ou uma tentativa do autor em conseguir se livrar de tudo o que passou ao longo dos primeiros cinqüenta anos de sua vida, desmistificando-o totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os murros no estômago começam desde sua infância, quando descobre que seus pais, eram, na verdade, seus avós já que ele é fruto de uma aventura entre sua irmã mais velha e um soldado. Essa ausência de uma mãe verdadeira – durante toda a vida, teve pouco contato com a irmã, mesmo após saber que se tratava de sua mãe – refletirá em praticamente toda a sua vida. A grande tragédia pública que sofreu – a morte do filho Connor, após cair do 53º andar de um prédio – é apenas a ponta do iceberg em uma existência confusa e, na maior parte do tempo, profundamente infeliz, como ele faz questão de narrar com uma sinceridade absurda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos, chega a ser espantosa a honestidade com que Clapton discorre sobre fatos como sua insegurança, baixa auto-estima, romances fracassados e noitadas regadas com drogas. Enquanto constrói uma carreira musical sólida, com momentos de genialidade pura e tocando ao lado de grandes nomes do blues e do rock, transforma sua vida pessoal num desastre, o que culminaria no seu vício em drogas e álcool que perdurou por parte da sua vida, quase o destruindo financeira, profissional e emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada página, fica a sensação de que Eric Clapton, até muito pouco tempo atrás, sentia-se deslocado em qualquer meio que estivesse, seja musical ou não. Apaixonava-se com rapidez por uma mulher ou um projeto e desapaixonava da mesma forma. Sua passagem por vários conjuntos em tão pouco tempo ilustra isso com perfeição. Ao mesmo tempo, porém, esse fato deixa claro que seu verdadeiro amor sempre foi a música em estado puro, e jamais sua carreira musical, ao menos vista por um prisma profissional. A prova disso é a banda Derek &amp;amp; The Dominos, que omite o nome do guitarrista, pois era seu desejo que as pessoas ouvissem as músicas pela qualidade que apresentavam, e não apenas por se tratar de um novo trabalho de Eric Clapton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento de não pertencer a lugar algum, estimulado pelo caótico universo do rock dos anos 70, encontra um intervalo apenas em sua paixão avassaladora por Patty Boyd, então esposa de seu melhor amigo, George Harrison. Provavelmente o relacionamento amoroso mais importante em toda a sua vida, seu romance com Patty é responsável por uma de suas fases mais criativas musicalmente, mas, também, por um dos seus momentos mais auto-destrutivos, no qual mergulha cada vez mais nas drogas e na bebida, chegando ao cúmulo de mal conseguir segurar a guitarra em muitos shows. Em meio a isso, outros relacionamentos, alguns que fracassam grandiosamente e outros que já nasciam mortos temperavam sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vícios lhe renderam duas internações – sendo que, na primeira delas, assume honestamente que fingiu aproveitar o tratamento apenas para conseguir voltar a beber – e sua vida parece se estabilizar somente quando se livra deles, após a grande virada de sua vida: quando resolve literalmente, assumir para si próprio que precisa de ajuda e cai de joelhos num quarto implorando por alguma espécie de perdão. A partir daí, nos anos 90, que realmente parece encontrar a felicidade, assumindo totalmente o controle sobre sua carreira (e a dirigindo para o blues), com um casamento mais estável e conseguindo se aceitar como pai – algo narrado com certa pressa pelo autor, que visivelmente trata essa fase como uma espécie de conclusão em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que, mesmo nessa época mais tranqüila, ele não esconde as cicatrizes de seu passado, que são muitas. E doloridas. Por isso não chega a ser espantoso quando trata a morte de Connor com certa frieza no livro. Não se trata de arrogância ou pouco caso, mas da dificuldade que ele ainda tem em lidar com certos temas. Tanto que a ausência das figuras maternas e paternas, o relacionamento com Patty e sua dependência de drogas são sentidos até as últimas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que uma odisséia sobre um músico, o livro, na verdade, é, antes de ser uma biografia, a forma que o artista encontrou de expiar seus pecados e erros ao longo dos anos. Trata-se de um homem que relata algumas dores que carrega consigo e que apenas ele irá entendê-las totalmente. Talvez seja por isso que o livro aborda quase nada do seu processo criativo. Suas composições apenas refletem o que ele vivia, e foram criadas para que o guitarrista conseguisse exteriorizar seus sentimentos (ou, ao menos, lidar com eles). Mesmo que nós admiremos sua obra, jamais conseguiremos entendê-la como ele, que sentiu na pele a maior parte de tudo o que canta. Eric Clapton é mais que um “simples” deus da guitarra; ele é – para espanto de muita gente – um sobrevivente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-4385097790850821668?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/4385097790850821668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=4385097790850821668&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/4385097790850821668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/4385097790850821668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/eric-clapton-autobiografia.html' title='Eric Clapton - A Autobiografia'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R03a1_cFlbI/AAAAAAAAAZ0/SpgWPn0j8zo/s72-c/eric+clapton.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-2328030871735854801</id><published>2007-11-28T12:15:00.001-02:00</published><updated>2007-11-28T12:30:15.001-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>The Office - 3a Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R014SfcFlZI/AAAAAAAAAZk/CdypFsv4kbM/s1600-h/the+office+3a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137895008971888018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R014SfcFlZI/AAAAAAAAAZk/CdypFsv4kbM/s400/the+office+3a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando a série &lt;em&gt;The Office &lt;/em&gt;chegou ao Brasil, muita gente receava que ela seria apenas um remake oportunista e pasteurizado do seriado original inglês – que mostra, da forma mais ácida possível, o cotidiano de um escritório de vendas e o terrível relacionamento entre seus funcionários. O tempo, porém, lhe fez justiça. A série ganhou vida própria, saindo da sombra da também excelente irmã mais velha, e, de quebra, ainda fez a carreira de Steve Carrell, o comediante do momento em Hollywood, decolar totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não é pouco, ainda mais se levarmos em conta que o seriado, especialmente nos seis episódios da sua primeira temporada, caminhava claramente sem um rumo definido. Isso porque além do humor escrachado, ela ainda precisava lidar com sua forma narrativa complicada, já que simula um &lt;em&gt;reality show&lt;/em&gt;, com personagens olhando para a câmera, mas nunca falando diretamente com ela, a não ser nas cenas no “confessionário” – nas quais normalmente contradizem tudo o que fazem no escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já na segunda temporada, a série encontrou seu caminho, e, no seu terceiro ano (o mais recente lançado em DVD no Brasil) decolou de vez. Isso porque a grande ameaça ao equilíbrio dos roteiros (a possibilidade do personagem de Carrell, Michael Scott, engolir todas as seqüências) foi colocada sob controle, com suas extravagâncias sendo mais contidas. Já na terceira temporada, a série deixa claro que seu assunto principal é o cotidiano do escritório, e não o personagem Michael Scott (Carrell).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, todos os outros funcionários ganham em peso, especialmente o vendedor Jim, a recepcionista Pam e, claro, o estranhíssimo nerd Dwight Schrute. Agressivo, arrogante, puxa-saco, infantil, reacionário e totalmente idiota, Dwight vem se tornando aos poucos, no personagem mais engraçado do seriado. Enquanto o personagem de Carrell deixa o espectador constrangido pelo seu comportamento ridículo (ele atua como o gerente daquela filial, um completo idiota que se acha a pessoa mais competente e engraçada do planeta), Rainn Wilson leva o público às gargalhadas involuntárias devido às suas atitudes inesperadas (e invariavelmente boçais). Curiosamente, ter dois personagens tão esdrúxulos resultaria no risco natural de ambos baterem de frente, diluindo a maior parte das piadas, Porém, eles acabam se completando magistralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa química entre os dois, que resulta nas melhores piadas do seriado, por outro lado, talvez seja o único problema de &lt;em&gt;The Office&lt;/em&gt;. Todas as ações dos outros personagens normalmente levam a uma conclusão que envolve Michael e/ou Dwight, então nenhum dos outros funcionários do escritório ainda tem força própria para segurar uma situação com começo, meio e fim por conta própria. A única exceção a essa regra é o romance enrustido entre Jim e Pam, mas apenas porque nem Dwight ou Michael conseguiria se encaixar nesse plot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fator, porém, está longe de atrapalhar a série e, apesar de não ser resolvido neste terceiro ano, é suavizado com a entrada de novos personagens, devido a uma fusão com outra filial. Assim, diversas histórias paralelas começam a surgir, como a competição de Dwight com um novo puxa-saco e o romance de Jim com outra funcionária. Mas os produtores e roteiristas sabem do potencial dos personagens Michael e Dwight (separados ou não) e trabalham muito bem isso, fazendo com que a dupla protagonize, nessa terceira temporada, algumas das melhores seqüências de toda a série. No episódio que aborda o treinamento de segurança, por exemplo, somente a cena da melancia já vale o preço dos três DVDs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grande diferencial da série é, realmente, a linguagem de reality show adotada. E isso nem tanto pelos depoimentos dos personagens feitos diretamente para as câmeras, mas pelos pequenos detalhes que isso possibilita: um ou outro personagem olhando constrangido para a câmera em determinada situação; captar a reação de um personagem (teoricamente, sem ele saber) à atitude de um dos colegas; e os estranhos ângulos de filmagem (às vezes, as pessoas são vistas fechadas numa sala ou através de uma janela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses elementos tornam o seriado totalmente diferente das outras comédias da televisão, e constituem no grande charme de &lt;em&gt;The Office&lt;/em&gt;. Cabe dizer, também, que a série é, na verdade, um gosto adquirido. É preciso se acostumar com sua linguagem para, enfim, poder apreciá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a respeito do que dizem seus detratores, que normalmente atacam o seriado usando a presença de Carrell, astro de comédias como &lt;em&gt;O Virgem de 40 Anos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Volta do Todo Poderoso&lt;/em&gt;, vale lembrar que o comediante está presente em &lt;em&gt;Pequena Miss Sunshine&lt;/em&gt;, a melhor comédia dos últimos anos. E só isso já é suficiente pra lhe garantir respeito suficiente – e, consequentemente, garante credibilidade a &lt;em&gt;The Office&lt;/em&gt;, na qual o astro atua também como produtor executivo desde a segunda temporada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-2328030871735854801?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/2328030871735854801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=2328030871735854801&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2328030871735854801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2328030871735854801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/office-3a-temporada.html' title='The Office - 3a Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R014SfcFlZI/AAAAAAAAAZk/CdypFsv4kbM/s72-c/the+office+3a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-2187610307624985113</id><published>2007-11-27T15:16:00.000-02:00</published><updated>2007-11-27T16:03:11.268-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Complete Clapton</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0xTVPcFlXI/AAAAAAAAAZU/qCfzUBk7RW4/s1600-h/clapton+recortado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137572899309589874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0xTVPcFlXI/AAAAAAAAAZU/qCfzUBk7RW4/s200/clapton+recortado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Parto do princípio que todo cantor ou banda realmente boa tem que ter material suficiente para lançar um best of duplo, com apenas com músicas essenciais. E são poucos os artistas que conseguem fazer isso. Eric Clapton é um desses artistas, mas, até agora, jamais havia sido uma coletânea dupla de seus mais de 40 anos de carreira. O que se encontrava eram diversos best ofs, oficiais ou não (e alguns de qualidade duvidosa), que reuniam alguns dos poucos hits do guitarrista – inclusive, conheço apenas uma (The Cream of Clapton) que traz no mesmo disco seus dois maiores sucessos, &lt;em&gt;Layla &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Cocaine&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso até o lançamento de Complete Clapton, primeira coletânea dupla do inglês. O CD não é um lançamento isolado, sendo colocado em lojas junto com a biografia do guitarrista, que também foi lançada no Brasil. E, apesar da coletânea ainda ser incompleta (mais material do Cream, como &lt;em&gt;Strange Brew&lt;/em&gt;, seria muito bem vindo), cumpre com perfeição seu papel, abrangendo todas as fases de sua extensa carreira, deixando de fora apenas sua rápida passagem pelos Yardbirds, ainda nos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda coletânea, porém, &lt;em&gt;Complete Clapton&lt;/em&gt;, tem o formato ideal para o ouvinte casual, especialmente para quem acha que a carreira de Clapton se resume às já citadas &lt;em&gt;Layla&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cocaine&lt;/em&gt;, além de &lt;em&gt;Change the World &lt;/em&gt;e da versão acústica de &lt;em&gt;Tears in Heaven&lt;/em&gt;. Com as faixas em ordem cronológica, é possível acompanhar toda a evolução da carreira de Clapton, desde o começo no rock até o namoro aberto e declarado com o blues (sua grande paixão) presente nos seus trabalhos de uma década para cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para o fã mais hardcore, o lançamento não traz nada de novo. Mas isso está longe de ser um defeito, já que “nada de novo”, em se tratando de Eric Clapton, costuma ser infinitamente melhor que qualquer material novo de um grande número de outros artistas. Porém, o CD serve como trilha sonora perfeita para a biografia, que os fãs provavelmente irão ler, jogando uma nova luz sobre as diferentes fases da carreira do guitarrista, deixando-as mais fáceis de serem distinguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível, então, acompanhar sua fase roqueira, que ocupa quase todo o primeiro CD, com suas passagens por Cream (com destaque para uma versão ao vivo de &lt;em&gt;Crossroads&lt;/em&gt; e a clássica &lt;em&gt;Sunshine of Your Love&lt;/em&gt;, maior trabalho da banda e primeiro grande riff de Clapton); &lt;em&gt;Blind Faith &lt;/em&gt;(representada por &lt;em&gt;Presence of The Lord&lt;/em&gt;); Derek &amp;amp; the Dominos (com a obrigatória &lt;em&gt;Layla &lt;/em&gt;e a melancólica &lt;em&gt;Bell Bottom Blues&lt;/em&gt;, ambas dedicadas à sua grande paixão, Patty Boyd, ex-esposa de George Harrison).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste primeiro disco, estão também os primeiros anos de sua carreira-solo, contando inclusive com dois de seus mais famosos covers, &lt;em&gt;Knockin’ on Heaven’s Door &lt;/em&gt;(a música que todo mundo regravou) e &lt;em&gt;I Shot the Sheriff&lt;/em&gt;, uma de suas incursões no reggae. Além, é claro, das clássicas &lt;em&gt;Cocaine &lt;/em&gt;e belíssima balada &lt;em&gt;Wonderful Tonight&lt;/em&gt;, também dedicada a Patty Boyd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quase todos seus hinos no primeiro disco, o segundo CD torna-se mais irregular, com um começo inferior, com trabalhos com uma batida mais pop e pouco memoráveis, conseqüência da sua luta contra os vícios do álcool e da heroína. Mas a coisa começa a esquentar de verdade ainda na primeira metade, com &lt;em&gt;Tears In Heaven&lt;/em&gt;, inspirada na morte de seu filho Connor. A partir daí – com Clapton longe das drogas e do álcool – é possível enxergar um artista solto e criativo novamente, mergulhando de vez em suas raízes: o blues. A versão acústica de &lt;em&gt;Layla &lt;/em&gt;é a prova disso: o músico jamais renegaria seu passado, mas, a partir de agora, o blues iria reger sua carreira – algo que ele quis desde os anos 60. E isso fica explícito no último terço do disco, com a belíssima &lt;em&gt;My Father’s Eyes&lt;/em&gt;, além de parcerias com alguns mestres do blues (como B. B. King e J. J. Cale) e regravações de outros (como &lt;em&gt;Sweet Home Chicago&lt;/em&gt;, de Robert Johnson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado final é precioso. Clapton é um artista complexo e isso se reflete em toda a extensão de sua obra, seja ela fincada no rock ou no blues. Dizer, aqui, que se trata de um dos maiores guitarristas da história seria perda de tempo, já que isso foi falado à exaustão. E nem é essa a função de Complete Clapton. O que a coletânea deixa claro é que, na verdade, Clapton tornou-se um dos maiores nomes da história da música pop, sem nunca seguir tendências da moda, fazendo sempre as músicas que quis, no estilo que desejou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um excelente guitarrista, Eric Clapton é um artista genuíno, que consegue contar a história da sua vida através de riffs de guitarra excelentes e versos bem construídos, de forma emocionante e sincera. É um artista que atingiu outro nível, e, graças à extensão e qualidade de seu trabalho, está acima de julgamentos. Se realmente Clapton é Deus, como apontavam as pichações em Londres no final dos anos 60, Complete Clapton é uma excelente maneira de analisar a sua Criação. Sim, Criação. Com “C” maiúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tracklist&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disco 1&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;01. I Feel Free - &lt;em&gt;Cream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;02. Sunshine of Your Love - &lt;em&gt;Cream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;03. White Room - &lt;em&gt;Cream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;04. Crossroads (live) - &lt;em&gt;Cream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;05. Badge - &lt;em&gt;Cream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;06. Presence of the Lord – &lt;em&gt;Blind Faith&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;07. After Midnight&lt;br /&gt;08. Let it Rain&lt;br /&gt;09. Bell Bottom Blues – &lt;em&gt;Derek &amp;amp; The Dominos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;10. Layla – &lt;em&gt;Derek &amp;amp; The Dominos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;11. Let it Grow&lt;br /&gt;12. I Shot the Sheriff&lt;br /&gt;13. Knockin’ on Heaven’s Door&lt;br /&gt;14. Hello Old Friend&lt;br /&gt;15. Cocaine&lt;br /&gt;16. Lay Down Sally&lt;br /&gt;17. Wonderful Tonight&lt;br /&gt;18. Promises&lt;br /&gt;19. I Can’t Stand It&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disco 2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;01. I’ve Got a Rock ‘n’ Roll Heart&lt;br /&gt;02. She’s Waiting&lt;br /&gt;03. Forever Man&lt;br /&gt;04. It’s in the Way that You Use it&lt;br /&gt;05. Miss You&lt;br /&gt;06. Pretending&lt;br /&gt;07. Bad Love&lt;br /&gt;08. Tears in Heaven&lt;br /&gt;09. Layla (unplugged)&lt;br /&gt;10. Running on Faith (unplugged)&lt;br /&gt;11. Motherless Child&lt;br /&gt;12. Change the World&lt;br /&gt;13. My Father’s Eyes&lt;br /&gt;14. Riding with the King (with B. B. King)&lt;br /&gt;15. Sweet Home Chicago&lt;br /&gt;16. If I Had a Possession over Judgement Day&lt;br /&gt;17. Ride the River (with J. J. Cale)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-2187610307624985113?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/2187610307624985113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=2187610307624985113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2187610307624985113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/2187610307624985113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/complete-clapton.html' title='Complete Clapton'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0xTVPcFlXI/AAAAAAAAAZU/qCfzUBk7RW4/s72-c/clapton+recortado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-1535077369244767138</id><published>2007-11-25T17:36:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T17:38:26.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>My Name is Earl - 2ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0nPDfcFlTI/AAAAAAAAAY0/dWjvKGI-5r8/s1600-h/my+name+is+earl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136864508878624050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0nPDfcFlTI/AAAAAAAAAY0/dWjvKGI-5r8/s400/my+name+is+earl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se existe um elemento comum na maioria das séries cômicas americanas é o estilo de vida dos personagens. Independente do tipo de humor praticado em cada seriado, o padrão recomenda que suas figuras centrais sejam bem sucedidas, morando em belos apartamentos nas grandes cidades americanas, com bons empregos (e que, em alguns casos, não influenciam em nada os roteiros, servindo apenas para dar uma satisfação de como o personagem vive). E, normalmente, são escalados belos atores e atrizes, ainda mais nos seriados que giram em torno de personagens com cerca de 30 anos de idade. Claro, há algumas exceções a essas regras. E a melhor delas é My Name is Earl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sua segunda temporada lançada em DVD, My Name is Earl é ambientada numa pequena cidade americana, tendo como centro o universo dos white trash, ou seja, americanos brancos, com pouca educação, poucos recursos e sem grandes perspectivas de vida. Preconceituosos e amorais, os personagens moram em trailers ou em quartos de hotéis baratos e vivem, normalmente, de bicos e pequenos golpes. Mas tudo mostrado de forma simpática e bem-humorada, mesmo (ou especialmente) nas seqüências e diálogos mais politicamente incorretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos segredos para essa empatia, claro, é a motivação do personagem central, o Earl do título, interpretado por Jason Lee. Após passar a vida toda do lado errado da lei, ele começa a acreditar que nada dá certo com ele por causa do carma. Em outras palavras, “faça coisas boas e coisas boas acontecerão com você”. Vale dizer que o personagem é tão tosco que aprende isso ao assistir um programa de entrevistas na TV. Com isso em mente, ele redige uma lista de tudo o que fez de errado até hoje (são mais de 200 itens com coisas absurdas como “roubei um carro de uma garota com apenas uma perna”, “fiz meu pai perder a eleição” e “fingi minha morte para terminar um namoro”) e decide consertar seus erros, um por um. Como ele mesmo diz na apresentação de cada episódio, “está apenas tentando ser uma pessoa melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, cada episódio aborda um item da lista. Às vezes, isso acontece de forma assumidamente esquemática com três atos distintos, mostrando o erro / crime cometido e sua resolução, no presente. Isso poderia deixar a série repetitiva e entediante ao extremo, mas o resultado é justamente o contrário. Isso porque os roteiros fogem de soluções fáceis e usam, com uma competência absurda, as pequenas histórias paralelas que se desenvolvem em cada episódio – normalmente protagonizadas por algum dos personagens coadjuvantes da série – e que se cruzarão com o plot principal, mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cabe dizer que o elenco de apoio de My Name Is Earl são um dos maiores tesouros da televisão atual. O personagem Earl é engraçado, mas mais pelas situações que protagoniza; seus coadjuvantes, porém, são engraçados por natureza, independente da situação em que se encontram. São os casos da ex-esposa de Earl, a barraqueira e ambiciosa Joy; seu atual marido, o sossegado Darnell; e, principalmente, Randy, o irmão mais novo de Earl, inocente (e inteligente) como uma criança de quatro anos. Aliás, cabe dizer que a maioria das ações que Randy faz nos bastidores de uma cena, como fugir de pássaros ou comer tudo o que encontra pela frente não estão no roteiro, e são criadas na hora pelo ator Ethan Suplee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro diferencial da série é a forma que os personagens que fazem pontas nos episódios são tratados. Como a trama se passa numa pequena cidade, a abordagem é a mesma de Os Simpsons: ou seja, alguns personagens como o carteiro caolho, a prostituta horrorosa ou o idoso que fala através de um aparelho são frequentemente resgatados para protagonizarem piadas que beiram o nonsense, e que normalmente servem para ilustrar algo que Earl anuncia em sua narração em off. Esse recurso, tão pouco usado em séries live-action, cai como uma luva no humor politicamente incorreto e ácido de My Name is Earl, tornando a série ainda mais simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra inovação da série em relação às outras comédias é que, especialmente neste segundo ano, os roteiros apresentam um storyline com continuidade, com elementos da trama que irão se concluir apenas no final da temporada, algo muito mais utilizado em séries dramáticas como 24 Horas e Prison Break que em comédias, que apenas fazem menção a episódios anteriores. Mas isso não diminui a qualidade do humor. Pelo contrário, o deixa mais ácido ainda, pois explora cada vez mais a personalidade de cada personagem, inclusive conseguindo abrir espaço para mostrar elementos do passado de cada um deles, e não apenas de Earl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por causa dessas pequenas ousadias, My Name is Earl é uma série com muito mais potencial para virar cult do que um fenômeno de audiência. Porém, o público do seriado, fiel, sabe que o seriado é um verdadeiro tesouro, que, mesmo parecendo apenas mais uma série de comédia como outras tantas que surgem a cada ano, é, na verdade, uma das melhores séries cômicas vistas em muito, muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-1535077369244767138?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/1535077369244767138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=1535077369244767138&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1535077369244767138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1535077369244767138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/my-name-is-earl-2-temporada.html' title='My Name is Earl - 2ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/R0nPDfcFlTI/AAAAAAAAAY0/dWjvKGI-5r8/s72-c/my+name+is+earl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-5259189197648761453</id><published>2007-11-08T00:58:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T01:14:13.922-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Os Produtores</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzJ-059_zUI/AAAAAAAAAYg/kfs3UfNKTPc/s1600-h/os+produtores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130302372907568450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzJ-059_zUI/AAAAAAAAAYg/kfs3UfNKTPc/s320/os+produtores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Durante os anos 70 e início da década de 80, Mel Brooks ocupou lugar de destaque na comédia americana. Escrevendo e dirigindo (e muitas vezes atuando) filmes como Banzé no Oeste, O Jovem Frankenstein e A História do Mundo – Parte I, se tornou mestre de um tipo de humor que, ao mesmo tempo em que não hesitava em apelar para piadas grosseiras, jamais insultava a inteligência do espectador. Porém, a partir da segunda metade dos anos 80, Brooks entrou em decadência, com projetos como Drácula – Morto mas Feliz e As Loucas Loucas Aventuras de Robin Hood, que longe de manter a qualidade de seus trabalhos anteriores, foram jogando o comediante cada vez mais no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns anos praticamente desaparecido, Brooks voltou à ativa somente no princípio desta década, com uma idéia, no mínimo, ousada: levar para os palcos da Broadway seu primeiro filme, Primavera para Hitler. Estrelada por Nathan Lane e Matthew Broderick, a peça foi aclamada pelos críticos e virou febre nos Estados Unidos, com casa cheia em todas as sessões. E é justamente essa montagem (que, inclusive ganhou uma adaptação cinematográfica, num caso raro de filme baseado em peça baseado em filme) que ganhou uma versão brasileira, adaptada, dirigida e estrelada por Miguel Falabella e encenada no Tom BR, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, claro, mantém-se fiel ao original. Max Bialystock (Falabella) é um produtor teatral fracassado que vive de explorar as inúmeras velhinhas que mantém como amantes. Porém, ao conhecer o tímido e inseguro contador Leo Bloom (Vladimir Brichta) descobre que pode ganhar mais dinheiro produzindo um fracasso que um sucesso – já que, no caso da peça fracassar, os investidores jamais pediriam o dinheiro de volta, certo de que tudo havia sido perdido na produção. Contando com a ajuda de Bloom, Bialystock passa, então, a dedicar-se a seu plano (teoricamente) perfeito: encontrar a pior peça escrita (a tal Primavera para Hitler do título nacional da produção de 1968), contratar o pior diretor, os piores atores, ver o espetáculo sair de cartaz na noite de estréia e ficar com o dinheiro para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vem acontecendo nas montagens brasileiras de musicais da Broadway, a produção de Os Produtores é absurdamente luxuosa. Os figurinos são muito bem trabalhados, e os cenários são de encher os olhos. Mas os destaques não se encerram no apuro visual. Pelo contrário. Por mais que os figurinos e cenários sejam lindos, eles sempre funcionam apenas como mero recurso na peça, jamais roubando a atenção do que realmente importa: a história e, principalmente, os personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois elementos, especialmente o último, são cruciais em todas as versões da trama. O que poderia ser uma história baseada num simples golpe ganha mais poder ainda ao colocar, como figuras centrais, dois personagens que beiram o cartunesco, sendo cada um exagerado ao seu modo. Max Bialystock lembra um vilão de desenho animado: ardiloso, sujo, espaçoso e cínico, o personagem é quase uma alegoria; Bloom, por sua vez, é sua contraparte. Tímido e inseguro, além de romântico, é um personagem que quase cai no ridículo (especialmente na interpretação genialmente histérica de Gene Wilder no filme original). Separados, funcionariam como uma piada curta. Juntos, porém, se completam de tal forma que seguram nas costas uma peça de longa duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a tarefa não era nada fácil para Miguel Falabella Vladimir Brichta. Porém, a dupla central já justifica o preço do ingresso. Falabella cria um Max Bialystock que não fica devendo em nada ao de Zero Mostel no filme de 1968 (e, consequentemente, superior ao de Nathan Lane na nova versão), enquanto Vladimir Brichta se sai muito bem como o inseguro Leo Bloom, evitando não apenas cair no caricato como também não desaparecendo ao lado do Bialystock de Falabella em momento algum. E ambos são muito bem assessorados por um grande elenco de apoio, do qual se destacam Sandro Christopher e Maurício Xavier, respectivamente, o diretor teatral Roger de Bris e seu assistente, Carmen Ghia, dois homossexuais escandalosos que roubam praticamente todas as cenas em que aparecem. Ou seja, mais personagens exagerados que reforçam, ainda mais, o delicioso tom de farsa da montagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que Os Produtores tem seus pontos fracos, mas que não chegam a comprometer a peça como um todo.O primeiro deles, e o mais aguardado, é Juliana Paes, que interpreta a secretária / atriz / gostosa Ulla, no papel que seria de Danielle Winits, que largou a peça após engravidar. Apesar do seu visível esforço, ela simplesmente desaparece ao lado da dupla central, sobretudo ao lado de Falabella, que, sobre um palco, sente-se tão á vontade quanto dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o outro ponto fraco também envolve o personagem de Juliana, mas é culpa da montagem original. Enquanto no filme original Ulla é apenas uma secretária sueca e gostosa que Bialystock e Bloom se dão de presente, nas versões mais recentes seu personagem cresce, tornando-se interesse romântico do contador, o que acaba não acrescentando em absolutamente nada à história ou ao personagem, simplesmente deixando o segundo ato mais lento e cansativo. E mesmo quem não assistiu ao filme de 1968 percebe que isso foi enxertado depois na trama, já que a história principal simplesmente é colocada de lado nas cenas em que se explora o relacionamento entre Bloom e Ulla. Mas será que realmente era preciso acrescentar algo num roteiro premiado com o Oscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nada disso chega a atrapalhar o resultado final, que consegue arrancar gargalhadas de quem nunca assistiu nenhuma das versões como de quem é fã do filme original. Nem mesmo a ausência do ator que interpreta Hitler na “peça dentro da peça”, o beatnik Lorenzo Saint DuBois (LSD), um dos melhores personagens da produção original é sentida, mesmo porque ele é o único elemento realmente datado do filme de 1968 e destoaria da montagem atual. Além disso, ver Roger de Bris dando vida a Hitler é (quase) tão impagável quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um simples passatempo, Os Produtores é quase uma obrigação para quem gosta de teatro. Já para os fãs, finalmente poder assistir ao vivo a peça ridícula produzida por Bialystock e Bloom é quase um presente divino. Resta aqui a esperança de que a nova peça de Mel Brooks, O Jovem Frankenstein, baseada naquele que é, de longe, seu melhor filme, também chegue aos palcos brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-5259189197648761453?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/5259189197648761453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=5259189197648761453&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5259189197648761453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5259189197648761453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/os-produtores.html' title='Os Produtores'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzJ-059_zUI/AAAAAAAAAYg/kfs3UfNKTPc/s72-c/os+produtores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-837865297132410283</id><published>2007-11-07T03:06:00.000-02:00</published><updated>2007-11-07T17:28:59.105-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>24 Horas - 6a Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzFIJqN9xeI/AAAAAAAAAX8/IQPcdCBkAHA/s1600-h/24+horas+6a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129960781340591586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzFIJqN9xeI/AAAAAAAAAX8/IQPcdCBkAHA/s200/24+horas+6a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A série &lt;em&gt;24 Horas&lt;/em&gt; é uma das apostas mais seguras da televisão atual. Os (muitos) fãs do seriado o defendem com unhas e dentes, pois jamais se decepcionaram com qualquer uma das temporadas anteriores. Isso porque o roteiro segue uma fórmula quase matemática, entregando justamente aquilo que se espera: inúmeras reviravoltas, ação desenfreada, terroristas com planos megalomaníacos e, claro, Jack Bauer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o agente federal interpretado por Kiefer Sutherland é indiscutivelmente a força motriz do seriado. Por mais que a trama seja envolvente e conte com personagens bem desenvolvidos, nada disso funcionaria sem a presença de Bauer. Apenas na primeira temporada a série narrou a luta de um agente federal contra terroristas; de lá para cá, cada novo ano aborda apenas mais uma aventura de Jack Bauer, com novos vilões e ameaças. Em outras palavras, o personagem tornou-se maior que o seriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte dos fãs é que os produtores sabem usar isso muito bem, usando dois “truques” básicos. O primeiro deles é transformar Bauer, cada vez, mais num super-herói, ao mesmo tempo em que se humaniza cada vez mais o personagem. Enquanto ele se apresenta cada vez mais como um incansável (e às vezes indestrutível) defensor do &lt;em&gt;american way of life&lt;/em&gt;, seu lado emocional torna-se cada vez mais frágil. O personagem de Kiefer Sutherland é um herói trágico, que está se desintegrando emocionalmente desde o clímax da primeira temporada, quando ficou claro que toda a sua vida será, inevitavelmente, consumida pelo mundo em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro artifício dos produtores para fazer Bauer é fazer com que cada elemento da trama, independente de qual personagem esteja em cena, seja voltado direta ou indiretamente para Bauer. Como num time onde todos os jogadores atuam em função do grande craque possibilitando a ele realizar proezas quase mágicas, todos os personagens de &lt;em&gt;24 Horas&lt;/em&gt; estão ali para dar suporte às ações de Bauer dentro do roteiro – sejam aliados apoiando suas investidas ou mesmo o caçando nas ruas, sejam terroristas tentando atrair o agente para uma cilada. Todos os personagens transitam ao redor de Bauer e, sem ele na equação, ficariam perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois artifícios são usados na sexta temporada com uma intensidade quase inédita na série. A trama, obviamente, não apresenta nada de novo em relação aos anos anteriores. Terroristas planejam causar uma ferida mortal nos Estados Unidos, e para isso, escolheram (novamente) Los Angeles como alvo. A partir daí, desenvolvem-se os núcleos básicos: agentes da CTU tentando impedir o ataque; membros da Casa Branca lidando com a crise; terroristas tentando colocar seu plano em prática; e o inevitável núcleo exterior, normalmente uma família que acaba sendo colocada no curso da trama principal. E, claro, Bauer, transitando entre todos os grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença básica desta temporada para as anteriores é o grau de perturbação emocional a que Jack Bauer está entregue. Em ligação direta com a temporada anterior, ficamos sabendo, logo no início da história, que ele passou 20 meses sendo torturado numa prisão chinesa, o que age de forma contraditória sobre ele: ao mesmo tempo em que se torna mais obsessivo em impedir a ameaça da vez, começa a agir de forma instável, questionando a todos os momentos se está preparado para realizar seu trabalho. Com isso, torna-se cada mais imprevisível e violento, comportando-se em alguns momentos como uma bomba relógio, fazendo com que o personagem ganhe em profundidade e, a série, em qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a trama situada entre a penúltima temporada e essa age de forma fundamental no último ato deste sexto ano (que funciona quase como uma história independente) que finalmente conclui tudo que a quinta temporada deixou em aberto. Isso acaba sendo outra novidade muito bem-vinda ao universo de&lt;em&gt; 24 Horas&lt;/em&gt;, cuja continuidade é normalmente entrelaçada por personagens, e não por acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, desta vez, mesmo com Bauer cada vez maior dentro do universo, personagens coadjuvantes ganham mais peso que nos anos anteriores. A série já teve alguns destaques ao lado de Bauer, como Tony Almeida e a própria Nina Myers, vilã quintessencial do seriado, mas nunca tantos na mesma temporada. Enquanto os terroristas caem na mesmice de sempre, o grande destaque fica por conta do vice-presidente Noah Daniels (interpretado magistralmente por Powers Boothe), talvez o melhor personagem a transitar pelo núcleo da Casa Branca em todas as temporadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dentro da CTU, temos Morris O’Brian, que empresta humanidade (e sarcasmo) aos funcionários da agência. E, por fim, Bill Buchanan, diretor da CTU – presente desde a quarta temporada – e que se confirma como um dos personagens mais eficientes dentre os aliados de Bauer. Além disso, a série ainda conta com a presença de James Cromwell, num dos papéis-chaves da trama, cuja simples existência irá contribuir ainda mais para o desequilíbrio emocional de Bauer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furos no roteiro? Sim, eles existem desde a primeira temporada, especialmente devido aos detalhistas que ficam caçando erros, apenas para provar que a série não consegue ser realista em tempo real. Bobagem. Não existe um erro neste sentindo que atrapalhe 24 Horas. A série se tornou tão forte dentro do que se propõe que, mesmo com Jack Bauer virando ícone pop e sendo alvo de piadinhas na internet brincando com sua truculência, não dá o menor sinal de começar a demonstrar cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento onde séries como &lt;em&gt;Heroes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; apresentam temporadas irregulares também por causa do número excessivo de personagens, &lt;em&gt;24 Horas&lt;/em&gt; concentra sua força em apenas um homem, homem, Jack Bauer, cujo grande mérito não é matar terroristas, mas ser o pilar de um seriado que apresenta uma regularidade de qualidade invejável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-837865297132410283?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/837865297132410283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=837865297132410283&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/837865297132410283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/837865297132410283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/11/24-horas-6a-temporada.html' title='24 Horas - 6a Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RzFIJqN9xeI/AAAAAAAAAX8/IQPcdCBkAHA/s72-c/24+horas+6a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-3849278841401951983</id><published>2007-10-27T22:08:00.000-02:00</published><updated>2007-10-27T22:18:50.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><title type='text'>Batman - O Cavaleiro das Trevas: Ed. Definitiva*</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RyPTQKN9xdI/AAAAAAAAAXk/uN6-aUKtZB0/s1600-h/cavaleiro+das+trevas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126173075452052946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RyPTQKN9xdI/AAAAAAAAAXk/uN6-aUKtZB0/s320/cavaleiro+das+trevas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Hoje em dia, não importa aonde você vá, só se fala de Frank Miller. Todo mundo assistiu a &lt;em&gt;Sin City – A Cidade do Pecado&lt;/em&gt;. Todo mundo vai assistir a &lt;em&gt;300 &lt;/em&gt;– mesmo com boa parte da imprensa brasileira se referindo ao filme como “o épico do Rodrigo Santoro”. E quem gosta de quadrinhos sentiu o cheiro de &lt;em&gt;Batman – Ano Um&lt;/em&gt;, durante cada seqüência de &lt;em&gt;Batman Begins &lt;/em&gt;(e lamentou não sentir o cheiro de &lt;em&gt;A Queda de Murdock &lt;/em&gt;em nenhuma passagem de &lt;em&gt;Demolidor – O Homem Sem Medo&lt;/em&gt;). E, quando &lt;em&gt;Sin City 2 &lt;/em&gt;estrear nos cinemas, adivinhe só? Sim, todo mundo vai assistir. Porque, hoje em dia, só se fala de Frank Miller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre foi assim. Ao menos, comigo. Houve uma época em que Frank Miller, para mim, era apenas mais um nome. Isso foi justamente quando eu comecei a ler os quadrinhos da Marvel e da DC, em algum lugar no final dos anos 80. E, naquela época, sem internet, sem publicações especializadas, um menino de 14 anos como eu jamais saberia quem era Frank Miller. Sim, eu sabia quem era Peter Parker, Bruce Wayne, Tony Stark, Bruce Banner... Mas eu não sabia quem era Frank Miller, e, sinceramente, eu não estava muito preocupado em descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a minha sorte foi começar a ler quadrinhos de super-heróis no final da década de 80, o que eu considero uma época mágica dentro desse universo. Na verdade, descobrir os universos Marvel e DC por volta de 1987, 1988 foi, a título de comparação, como começar a gostar de heavy metal na primeira metade dos anos 80. Imagine você descobrindo um estilo musical no momento que as grandes bandas do gênero (AC/DC, Iron Maiden, Metallica, Ozzy Osbourne) estão lançando seus melhores trabalhos? Seus amigos falam de uma banda chamada Metallica, você vai até a uma loja de discos e pede pelo disco mais recente do grupo, para conhecer o trabalho deles, e acaba levando “só” um Master of Puppets.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente isso que aconteceu com os quadrinhos. Quando eu comecei a ler quadrinhos de super-heróis, minhas grandes paixões eram duas revistas mensais, publicadas pela Abril: &lt;em&gt;Homem-Aranha &lt;/em&gt;(que sempre foi o meu herói favorito), que trazia também as aventuras do Quarteto Fantástico de John Byrne (que eu também não sabia quem era); e &lt;em&gt;O Incrível Hulk&lt;/em&gt;, que dividia a “revistinha” com o Homem de Ferro, também em grande fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que comecei a rodar os sebos de São Paulo atrás de números atrasados das revistas. Aquilo se tornou minha paixão. E, esporadicamente, eu comprava uma ou outra edição especial ou uma minissérie de outros personagens, por não conseguir esperar o novo Hulk ou o novo Homem-Aranha chegarem às bancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que um dia eu fui até a banca e dei de cara com uma revista num formato estranho (chamado, eu descobri depois, de “formato americano”): &lt;em&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, aquilo não era uma história de Frank Miller. “Eu sei lá quem é Frank Miller”, pensei, empolgado apenas por colocar as mãos numa história do Batman e não ter perdido meu tempo indo até a banca. E é aí que entra a minha sorte. Eu esperava justamente isso: uma história do Batman. Se, naquela altura, eu soubesse quem era Frank Miller, talvez eu me enchesse de expectativas ao ler o nome dele na capa. E aquela revista certamente não teria o mesmo impacto na minha vida. Mas eu, que estava dando apenas meus primeiros passos nesse mundo, esperava simplesmente uma história do Batman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que recebi em troca foi &lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida mudou. Totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele momento, eu deixei de ler quadrinhos e passei a querer entender quadrinhos. Já na primeira edição, eu reparei que o que eu estava lendo era muito, muito superior a inúmeros livros que já tinham passado pela minha mão. A construção dos personagens, o desenvolvimento da história, a narrativa densa e arte enlouquecedora... Difícil enumerar as qualidades da história. Cada quadrinho era uma descoberta para mim, cada página era diferente de tudo o que eu havia lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca havia visto um herói tão atormentado quanto o Batman de Frank Miller. Eu nem desconfiava que os heróis, mesmo com problemas pessoais, poderiam ser tão dementes quanto o Batman de O Cavaleiro das Trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar nos outros elementos da história, que eu passei a apreciar mais ainda, cada vez que eu relia a minissérie: o tom amargo do Comissário Gordon; a selvageria dos Mutantes, que transformam a Gotham órfã de Batman na cidade mais violenta da história dos quadrinhos; o sarcasmo – também com tons amargos – de Alfred. E, claro, a seqüência que nunca mais saiu da minha cabeça: o momento em que o Coringa sai do estado de torpor que se encontrava há anos e começa a sorrir descontroladamente, quando ouve as notícias que indicam que o Batman pode ter voltado a agir em Gotham. Até hoje, nunca vi alguém conseguir definir um personagem tão complexo usando tão poucos quadrinhos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, minha vida mudou. Afinal, da mesma forma que eu mantenho minha coleção de CDs de heavy metal por ter me apaixonado pelo gênero graças a uns 10 ou 12 CDs perfeitos, eu mantenho minha coleção de quadrinhos graças a um punhado de histórias que fizeram eu mergulhar nesse universo, e disposto a nunca mais sair. E &lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt; foi uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, com a edição especial encadernada que chegou às lojas especializadas, a obra de Miller finalmente ganha uma edição à altura de sua importância. Com capa dura, contendo não apenas a história clássica como sua (polêmica) seqüência, também assinada por Miller, além de inúmeros materiais extras, esta nova edição de &lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas &lt;/em&gt;é um dos poucos produtos que justificam o termo “edição definitiva” e é obrigatório para qualquer leitor de quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama? Não, nem vou perder meu tempo explicando e comentando aqui o roteiro de O Cavaleiro das Trevas, pois acredito não exista nada sobre a minissérie que ainda não tenha sido dito. Ainda mais hoje, pois, como eu disse no começo deste texto, hoje em dia, não importa aonde você vá, só se fala de Frank Miller. E, ao reler &lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas &lt;/em&gt;– como eu fiz no momento em que coloquei as minhas mãos nessa nova edição – cheguei à conclusão que não poderia acontecer algo mais justo que isso. Não importa onde você estiver, alguém tem que falar sobre Frank Miller. Se ninguém falar, fale você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, caso você seja uma das sete pessoas do planeta que gostam de quadrinhos e nunca leram O Cavaleiro das Trevas, quebre seu cofrinho e compre essa edição definitiva da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida vai mudar, como a minha mudou. Acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rob Gordon é jornalista e agradece a Deus todos os dias por O Cavaleiro das Trevas ser uma história em quadrinhos e Powerslave ser um disco. Assim, ele não precisa ficar se torturando para descobrir qual dos dois é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*mais um texto pessoal sobre a obra que uma resenha, esse texto foi publicado no site A Arca em março de 2007&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-3849278841401951983?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/3849278841401951983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=3849278841401951983&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3849278841401951983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/3849278841401951983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/10/batman-o-cavaleiro-das-trevas-ed.html' title='Batman - O Cavaleiro das Trevas: Ed. Definitiva*'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RyPTQKN9xdI/AAAAAAAAAXk/uN6-aUKtZB0/s72-c/cavaleiro+das+trevas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-6982501872260103298</id><published>2007-10-24T20:38:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T16:38:55.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Tropa de Elite</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx_J36N9xZI/AAAAAAAAAXA/vwDC9jU1eKI/s1600-h/tropa+de+elite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125036863328732562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx_J36N9xZI/AAAAAAAAAXA/vwDC9jU1eKI/s320/tropa+de+elite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De longe, &lt;em&gt;Tropa de Elite &lt;/em&gt;é o maior fenômeno da história do cinema brasileiro por diversos motivos. O primeiro deles é, claro, a pirataria. Todo mundo assistiu ao filme de José Padilha antes da estréia, levando a discussão sobre o tema para a grande mídia, algo que jamais tinha acontecido. Aliás, o descaramento chegou a tanto que os camelôs do Rio de Janeiro começaram a vender DVDs piratas de &lt;em&gt;Tropa de Elite 2&lt;/em&gt;, que nada mais é que o documentário &lt;em&gt;Notícias de uma Guerra Particular&lt;/em&gt;, dirigido por João Moreira Salles – e ainda tem gente que compra filmes piratas em camelôs e se acha esperto por causa disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o sucesso de &lt;em&gt;Tropa de Elite &lt;/em&gt;não se deve apenas a isso, mas a outros elementos tão ou mais importantes ainda: primeiro, é um filme de ação feito no Brasil, algo que, convenhamos, é raro de acontecer. Segundo, por girar em torno de um personagem que age como um herói moderno – ou seja, alguém que não tem o menor pudor em usar de quaisquer meios para atingir seu objetivo. Se essa fórmula tem dado certo há anos em 24 Horas, era óbvio que funcionaria também numa trama ambientada em uma das cidades mais violentas do planeta. E, terceiro (que é o grande mérito do filme): &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt; ousa ao mostrar ao público, de forma séria, o ponto de vista da polícia – uma inovação num país onde o cinema insiste em retratar os policiais como idiotas atrapalhados ou agentes de uma ditadura que acabou há mais de duas décadas – atacando sem piedade todas as camadas da sociedade, especialmente a classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com poucos minutos de projeção, fica claro que nada disso teria funcionado se não fosse a presença de Wagner Moura à frente do elenco. O ator baiano, que tem demonstrado cada dia mais que é um dos grandes nomes da sua geração, domina &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt; de ponta a ponta, deixando claro que o filme é inteiramente dele. Sim, as cenas de ação têm seu mérito: são muito bem feitas, em estilo documental, com câmera na mão. Mas de nada adianta uma grande cena de ação se o público não tem empatia com um personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moura cumpre esse papel com perfeição, ao viver o Capitão Nascimento (personagem que caiu no gosto do público, a exemplo do Zé Pequeno de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;), um dos homens fortes do Bope (o Batalhão de Operações Especiais da polícia carioca), que, atormentado pela pressão diária e com a esposa grávida, deseja abandonar o inferno em que vive. E, para isso, procura um substituto à altura – ou seja, alguém que encararia o combate ao crime organizado do Rio de Janeiro da mesma forma que ele: como uma guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa busca pelo seu substituto funciona como fio condutor da trama, que mostra não apenas a evolução dos dois principais candidatos ao cargo como o cotidiano dos soldados do Bope e o uso de suas táticas de guerrilha para combater o tráfico – algo realizado com primor por Padilha, que contou com a participação do coordenador de dublês Keith Woulard, que havia mostrado a qualidade do seu trabalho em &lt;em&gt;Falcão Negro em Perigo&lt;/em&gt;, de Ridley Scott. O único ponto fraco do roteiro é o desenvolvimento dos dois personagens que disputarão o cargo de capitão; enquanto o personagem de André Ramiro ganha peso a cada minuto do filme, o de Caio Junqueira não aparenta ter muita utilidade na trama, a não ser competir com o cargo pelo primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o personagem de Ramiro é um dos pontos altos do filme. Ao mostrar o policial na faculdade onde cursa direito, Padilha faz um retrato da juventude das classes média-alta da sociedade, que se pinta de politizada e consciente, mas que banca o tráfico de drogas ao consumir o baseadinho no final-de-semana. E esse é justamente o grande mérito de &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;: colocar o dedo no rosto dessa classe média que critica a ação da polícia, mas que banca a guerra do tráfico no Rio de Janeiro, algo que nenhum outro filme que ousou explorar o tema teve coragem de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, Padilha parece ter acertado na mosca com isso. Tanto que grande parte dos espectadores aplaude, nos cinemas, as ações do Bope mostradas na tela – seja ela baseada em tortura ou não – mostrando que o nível de intolerância com o crime organizado do brasileiro é maior do que se pensava. Com isso, o Capitão Nascimento ganha o status de herói, ao combater o tráfico de forma violenta nas telas, sem discutir elementos como “exclusão social” e “falta de oportunidades” como a causa da violência urbana, justamente o discurso da juventude citada no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, como nada funciona direito no país, o personagem foi entendido de forma errada por parte do público (leia-se a molecada de 14, 15 anos), que não conseguiu perceber que se trata não de um herói de ação, mas de uma figura trágica, que está sendo literalmente consumido pelo meio em que vive. E, agora, dá-lhe a molecada pelas ruas repetindo frases como “o senhor é um fanfarrão”, sem nem saber o que isso significa direito. Paciência, Padilha. Não se pode acertar todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente disso, o filme tem grandes méritos como cinemas. Ainda considero Cidade de Deus mais cinema, mas talvez porque o filme de Fernando Meirelles tratava de um universo mais rico em termos de criatividade, já que contava com dezenas de personagens centrais. E, talvez porque o hype em cima de &lt;em&gt;Tropa de &lt;/em&gt;Elite tenha sido tanto que, ao entrar no cinema, eu sabia que o filme jamais cumpriria a expectativa que eu, mesmo a contragosto, criei, ouvindo as pessoas falarem o tempo todo do filme. Mas, ainda assim, é um filmaço, e chega a ser difícil de acreditar que foi realizado no mesmo país onde, poucos anos atrás, fez-se filmes como A Paixão de Jacobina e Como ser Solteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber apenas onde estão as pessoas que, quando o filme começou a gerar boca-a-boca, o acusaram de ser facista e de extrema direita e que desapareceram totalmente nas últimas semanas. Sim, porque se criticaram o filme, é porque assistiram já naquela época; e, se fizeram isso, compraram o DVD pirata, financiando o crime organizado da mesma forma que os maconheiros politizados e conscientes do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que esse povo todo aparecesse novamente e respondesse a duas perguntas. Primeiro, por que quando o filme aborda o ponto de vista do criminoso é um caso de liberdade de expressão, e aborda o ponto de vista da polícia é uma obra facista? A regra não se aplicaria aos dois casos? E, segundo, e mais importante: você realmente achou a obra facista, ou apenas se sentiu ofendido com algumas das idéias do filme sobre a classe média? Em outras palavras... A carapuça serviu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-6982501872260103298?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/6982501872260103298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=6982501872260103298&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/6982501872260103298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/6982501872260103298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/10/tropa-de-elite.html' title='Tropa de Elite'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx_J36N9xZI/AAAAAAAAAXA/vwDC9jU1eKI/s72-c/tropa+de+elite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-1173700638292400704</id><published>2007-10-24T19:06:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T19:42:29.188-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Beatallica - Sgt. Hetfield's Motorbreath Pub Band</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-7lnQkMvI/AAAAAAAAAW4/qUWId-BITg4/s1600-h/beatallica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125021155838931698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-7lnQkMvI/AAAAAAAAAW4/qUWId-BITg4/s200/beatallica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto o rock mostra sinais cada vez maiores de estar congelado em termos de criatividade, há quem consiga fazer algo realmente novo, mesmo que baseado em obras consagradas. O maior exemplo disso - e uma das melhores coisas que eu descobri esse ano - é o Beatallica, banda que acabou de lançar seu primeiro CD após fazer grande sucesso na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o nome do grupo já deixa claro, a proposta do grupo é fazer a mistura (improvável) entre Beatles e Metallica e da forma mais bem humorada possível. Sim, admito que a primeira vez que ouvi falar na banda, pensei que seria outro pastelão como o Massacration, que se aproveita dos clichês de heavy metal para fazer um humor voltado ao espectador médio da falecida MTV (ou seja, alguém não muito exigente, tanto em termos musicais, como em termos de humor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, eu estava enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia da banda não é satirizar os Beatles ou o Metallica, mas fazer os Beatles soarem como o Metallica. Para isso, o grupo pegou alguns dos maiores sucessos do quarteto de Liverpool e reinventá-los com a sonoridade do Metallica. E quando eu digo sonoridade do Metallica, não me refiro apenas a peso e velocidade, mas a todos os elementos típicos do som da banda californiana, como os vocais rasgados de James Hetfield e a bateria quebrada de Lars Ulrich. Sempre de forma bem-humorada, mas mantendo a qualidade musical acima do humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, humor é o que não falta no CD. A brincadeira começa já nos nomes das músicas, como o escolhido para a faixa que dá título ao disco: &lt;em&gt;Sgt. Hetfield's Motorbreath Pub Band&lt;/em&gt;. Sempre mesclando nomes das duas bandas, temos, a partir daí, pérolas como &lt;em&gt;Blackened in the U. S. S. R.&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Helvester of Skelter&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Leper Madonna &lt;/em&gt;e a deliciosa &lt;em&gt;And Justice for All my Loving. &lt;/em&gt;E as letras, alteradas, também brincam com o universo das duas bandas, mas sempre deixando claro uma leve preferência pelo Metallica, já que muitas delas fazem referência a discografia da banda (ao menos, aos álbuns clássicos - leia-se até o &lt;em&gt;Black Album&lt;/em&gt;). O próprio nome dos músicos já é uma enorme brincadeira, como é o caso do baterista, Ringo Larz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, as duas bandas "homenageadas" pelo Beatallica reagiram de forma diferente ao trabalho da banda. O advogado da gravadora que detém os direitos das músicas dos Beatles (Sony/ATV) processou a banda, por alegar que os arranjos infingiam as leis de direitos autorais; já o baterista do Metallica, Lars Ulrich - considerado um dos maiores malas da história do rock - declarou publicamente que não apenas não se incomoda com o trabalho do Beatallica, como também gostou do som da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o processo não deu em nada, já que o disco do Beatallica já está nas lojas (aqui no Brasil, ainda não foi lançado). E é altamente recomendável, não apenas para os fãs de Beatles ou de Metallica - que certamente irão adorar a idéia, pois trata-se, antes de mais nada, de uma grande homenagem - mas para quaquer pessoa que procure alguma coisa atual no rock que inove, de uma forma ou de outra, e que não seja de uma bandinha que a mídia proclama como a "grande-salvadora-do-rock-desta-semana". Fora que é o "maior disco" do Metallica em, pelo menos, 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Banda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jaymz Lennfield (vocal, guitarra)&lt;br /&gt;Grg Hammettson (guitarra)&lt;br /&gt;Kiff McBurtney (baixo)&lt;br /&gt;Ringo Larz (bateria)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tracklist&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;01. Sgt. Hetfield's Motorbreath Pub Band&lt;br /&gt;02. Revol-ooh-tion&lt;br /&gt;03. Blackned the U.S.S.R.&lt;br /&gt;04. Sandman&lt;br /&gt;05. Helvester of Skelter&lt;br /&gt;06. A Garage Dayz Nite&lt;br /&gt;07. Anesthesia (I'm only Sleeping)&lt;br /&gt;08. Leper Madona&lt;br /&gt;09. Ktulu (He's so Heavy)&lt;br /&gt;10. For Horseman&lt;br /&gt;11. Hey Dude&lt;br /&gt;12. Sgt. Hetfield's Motorbreath Pub Band (reprise)&lt;br /&gt;13. ...And Justice for All my Loving&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-1173700638292400704?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/1173700638292400704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=1173700638292400704&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1173700638292400704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1173700638292400704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/10/beatallica-sgt-hetfields-motorbreath.html' title='Beatallica - Sgt. Hetfield&apos;s Motorbreath Pub Band'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-7lnQkMvI/AAAAAAAAAW4/qUWId-BITg4/s72-c/beatallica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-1674633941419591402</id><published>2007-10-24T18:28:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T19:05:48.052-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Lost - 3ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-zGHQkMuI/AAAAAAAAAWw/bLtr6-zssjY/s1600-h/lost+3a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125011818580030178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-zGHQkMuI/AAAAAAAAAWw/bLtr6-zssjY/s320/lost+3a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; é uma série cujo grande problema é o público. Talvez desde &lt;em&gt;Arquivo X&lt;/em&gt; uma série não tenha despertado tantas paixões (para o bem e para o mal) na televisão, o que faz com que o hype em torno de cada temporada seja cada vez maior. E, via de regra, quanto maior a expectativa, maior a decepção.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse foi um dos motivos da série ter dado sinais de cansaço durante quase toda a primeira metade de sua terceira temporada, especialmente nos Estados Unidos (o outro motivo foi Heroes, que, ao contrário do seriado de J. J. Abrams, prefere se concentrar mais nas cenas de ação e em mistérios que não se alongam por vários episódios, o que torna a série muito mais palatável ao público casual).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, sem dúvida, os episódios que abrem a terceira temporada são absurdamente cansativos. Mostrando apenas Jack, Sawyer e Kate aprisionados pelos Outros, os primeiros capítulos acabam, em determinados momentos, não sabendo mais para onde ir, já que a situação não permite muitos desdobramentos. Claro que os flashbacks (sempre interessantes) existem, e temos alguns personagens novos que acabam ganhando peso dentro dessa situação, mas o problema é que, em alguns momentos, o espectador fica com a sensação de que está assistindo sempre a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a perda de audiência – que começou a migrar para &lt;em&gt;Heroes&lt;/em&gt; - fez com que os produtores acordassem para a vida e resolvessem dar gás novo ao roteiro, fazendo os três personagens voltarem a conviver com os demais sobreviventes do vôo na ilha. E é aí que a série começa a pegar fogo - a princípio timidamente - culminando num excelente final de temporada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que os pontos negativos da série continuam. Como há personagens demais, muitos (e alguns importantes) acabam não tendo o desenvolvimento adequado, especialmente John Locke. Um dos personagens mais intrigantes da série, Locke acaba sendo deixado em segundo plano, apesar de ter bastante tempo em cena. Isso porque ele acaba tornando-se um personagem altamente passivo, que apenas reage ao que acontece ao seu redor, diferente do "líder alternativo do grupo" que havíamos visto nas primeiras temporadas. E, quando resolve agir por conta própria, age de forma totalmente incompreensível, fazendo coisas inesperadas que, causam mais dúvidas que respostas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já um personagem que chega a surpreender é Jack, finalmente tendo um pouco de desenvolvimento. Por ser o herói "bonzinho" da série, Jack não tinha como evoluir muito nas primeiras temporadas, mas o terceiro ano o mostra de forma mais humana e falível, o que faz com que o personagem cresça bastante ao longo dos episódios - diferente de Kate, por exemplo, que parece não ter muito o que fazer neste terceiro ano. Já o resto dos personagens continua o mesmo: Claire não acrescenta nada à série, especialmente depois que teve o bebê; Sahid é subaproveitado, devido à quantidade de personagens de cada roteiro; e Charlie é um dos mais interessantes da série. Cabe dizer aqui que a quantidade de personagens acaba gerando um ponto interessante, já que os flashbacks desta terceira temporada deixam, cada vez mais claro, que o passado de todos eles está ligado de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As surpresas acabam ficando por conta do escocês Desmond, que acaba ganhando a habilidade de prever o futuro (uma forma de concorrer com &lt;em&gt;Heroes?&lt;/em&gt;), o que acaba gerando algumas subtramas extremamente interessantes; e, Rodrigo Santoro, que, como muito foi alardeado no Brasil, tem grande participação na temporada, ocupando lugar de destaque entre os personagens "de segundo escalão" da série. Curiosamente, o episódio focado no personagem doi brasileiro acaba sendo um dos melhores da temporada e o único, até agora na série, que funciona como o velho "monstro da semana" de &lt;em&gt;Arquivo X&lt;/em&gt;, não acrescentando nada ao desenvolvimento da história principal do seriado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o desenrolar da temporada, porém, as coisas acabam entrando nos eixos. O último terço da temporada é, realmente, de tirar o fôlego, entregando respostas atrás de respostas - algumas, inclusive, de mistérios que não eram revisitados desde a primeira temporada. Isso mostra que os roteiristas e produtores realmente sabem o que estão fazendo e que, ao contrário do que os detratores da série dizem, tudo certamente será amarrado no final da série. E, como se não bastasse, criam, no final deste terceiro ano, novos mistérios que mostram que, realmente, a série ainda tem muito fôlego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso sem falar na genialidade do último episódio, que muda totalmente não apenas a trama, como brinca de forma inteligente com a forma narrativa dos capítulos, e que acaba sendo um dos melhores da série até agora. E, sim, ele só fará sentido no futuro, como já é de praxe da série. Mas, se o futuro de &lt;em&gt;Lost &lt;/em&gt;for neste nível, a série tende a melhorar cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-1674633941419591402?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/1674633941419591402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=1674633941419591402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1674633941419591402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/1674633941419591402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/10/lost-3-temporada.html' title='Lost - 3ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/Rx-zGHQkMuI/AAAAAAAAAWw/bLtr6-zssjY/s72-c/lost+3a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6547621662112712759.post-5969916875852834785</id><published>2007-10-01T20:32:00.000-03:00</published><updated>2007-10-25T13:45:56.950-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DVD'/><title type='text'>Heroes - 1ª Temporada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RwGG4pGGp6I/AAAAAAAAARM/Pw925XNcBI0/s1600-h/heroes+box.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116518959331846050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RwGG4pGGp6I/AAAAAAAAARM/Pw925XNcBI0/s320/heroes+box.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem me conhece sabe que eu assisto a seriados apenas em DVD. Uma das vantagens disso é poder ter uma visão mais ampla da temporada como um todo, e não de episódios isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso acaba me criando dificuldades de relacionamento social, já que, quando as pessoas começam a comentar alguma série que está passando na TV , sou obrigado a tapar os ouvidos e sair correndo do local gritando feito um alucinado. E isso, definitivamente, não deve fazer bem para a minha imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente consegui assistir a &lt;em&gt;Heroes&lt;/em&gt;, a série que tomou o lugar de &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt; (que, por sua vez, havia tomado o lugar de &lt;em&gt;24 Horas&lt;/em&gt;) como novo fenômeno da televisão. E, como acontece com todo fenômeno, algumas pessoas odeiam e outras amam de paixão. E, como sou fã de quadrinhos, desde o começo do ano, alguns amigos meu me ligam toda semana e praticamente imploram para eu assistir a série e dar meu veredicto. Mas eu sou implacável, não adianta. Só assisto em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, coloquei as mãos na primeira temporada, lançada pela Universal. Na metade da temporada (ou seja, lá pelo quarto ou quinto disco) eu já tinha chegado a uma opinião. &lt;em&gt;Heroes &lt;/em&gt;é, sim, uma série revolucionária, mas somente para quem nunca leu quadrinhos na vida. Eu, que sou meio velho de guerra nisso, não vi grandes surpresas ali, já que a primeira metade da série é totalmente &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt;, e a segunda metade é totalmente &lt;em&gt;Watchmen&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui uma defesa ao seriado: é virtualmente impossível você escrever algo sobre super-heróis hoje em dia sem se inspirar em alguma coisa de Stan Lee (no caso, &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt;), ou em Watchmen, de Alan Moore. Já li em alguns blogs por aí críticas detonando a série porque ela se baseia descaradamente nessas duas obras. Bobagem. Tem mais é que se basear mesmo, já que as duas são muito boas (ao menos, algumas fases de &lt;em&gt;X-Men &lt;/em&gt;são). O problema é que fãs de quadrinhos são como fãs de heavy metal: eles odeiam quando algo que eles gostam cai no gosto do povão. Ficam enciumados e começam a achar defeito no negócio, dizendo que “ah, nem é tão bom assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a culpa disso tudo é do criador da série, Tim Kring, que fica soltando a torto e a direito que não se inspirou em quadrinhos para criar a série. Aliás, ele diz que a única revista em quadrinhos que leu era &lt;em&gt;Riquinho&lt;/em&gt; (que entra, tranquilamente, na lista dos 5 personagens mais chatos dos quadrinhos). Tim Kring, você realmente espera que a gente acredite que você criou uma mistura de tudo o que os fãs de quadrinhos veneraram, nos últimos 20 anos, como obras-primas, assim, do nada, provavelmente rabiscando os conceitos principais num guardanapo num almoço de domingo? E como você nunca leu quadrinhos, que a gente acredite também que Jeph Loeb (que escreveu histórias de Batman e Superman) é o co-produtor executivo apenas por coincidência, certo? Ah, então, tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado as mentiras do criador da série, &lt;em&gt;Heroes&lt;/em&gt; tem seus pontos positivos. A história, realmente, tem momentos emocionantes, sobretudo aqueles que mostram o vai-vem temporal, normalmente protagonizados pelo Hiro Nakamura – de longe, o melhor personagem da série – que tenta, a todo custo, impedir a destruição de Nova York. Ainda nessas viagens temporais, as idéias de futuro alternativo são bem legais. Claro que os fãs de quadrinhos vão alegar que é tudo chupado do clássico &lt;em&gt;X-Men – Dias de um Futuro Perdido&lt;/em&gt;, mas isso não tira o mérito da coisa. Além disso, o vilão, ao contrário do que algumas pessoas tinham me falado, não chega a ser decepcionante. Achei que se encaixou bem na série, dando um ar de ameaça maior do que eu imaginei que ele teria, quando ele aparece pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema de Heroes é que seus pontos negativos são absurdamente visíveis. O primeiro deles é que chega um determinado momento da série em que todos os personagens começam a mostrar super-poderes, dando a impressão que existem mais super-heróis que pessoas normais no mundo - o que tornaria as pessoas normais os "párias" e não o contrário. Mas isso não chega a incomodar tanto quanto o desempenho do elenco, de longe o mais fraco da televisão atual. Enquanto Masi Oka (Hiro), Adrian Pasdar (Nathan Petrelli) e Ali Larter (Niki / Jessica) conseguem se segurar – mesmo com esta última fazendo mais caras e bocas do que deveria – grande parte dos atores é uma catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque (negativo) fica por conta do Sendhil Ramamurthy, que interpreta o hindu Mohinder Suresh com a mesma expressividade de um abajur num blecaute. Aliás, Sendhil já é, de longe, o mais perto que a televisão americana conseguiu de reproduzir o seu Ricardo Macchi: não importa o sentimento que ele esteja tentando passar na cena, seu tom de voz é absolutamente o mesmo. Milo Ventimiglia (Peter Petrelli) também é canastra, mas não chega nem perto do hindu, que esbanja falta de talento durante toda a série. Pegue a interpretação de Denise Richards em &lt;em&gt;007 – O Amanhã nunca Morre &lt;/em&gt;e multiplique por 24 episódios. Deprimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por isso que os atores que fazem participações especiais, como George Takei e Eric Roberts engolem todas as cenas em que aparecem. Essa irregularidade do elenco, obviamente, se reflete no desenrolar dessa primeira temporada, já que a qualidade dos episódios acaba sendo o resultado direto de qual personagem (ou, mais precisamente, qual ator) terá mais tempo na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar que a série trapaceia, já que os segmentos mostrados nas introduções que recapitulam o que aconteceu nos episódios anteriores (&lt;em&gt;previously on Heroes), &lt;/em&gt;às vezes, inventam frases ou alteram alguma seqüência (a mentira aplicada à franja-emo de Milo Ventimiglia, num caso desses, chega a doer - não posso dizer mais para não estragar a surpresa de quem não assistiu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação final que tive cai no meio-termo. &lt;em&gt;Heroes &lt;/em&gt;está longe de ser o sopro de vida inteligente na televisão, como muita gente tentou vender a série, mas também está longe de ser um bomba, como alguns fãs de quadrinhos vem gritando em blogs e no Orkut. É uma série com uma temática legal e não passa disso - apesar de ter potencial para melhorar na segunda temporada. Mas, com o número de temporadas que eu ainda tenho que colocar em dia esse final de ano (&lt;em&gt;Desperate Housewives&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;24 Horas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;House&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Monk&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Supernatural&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Whitout a Trace&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Família Soprano&lt;/em&gt;), duvido que ele tenha fôlego para chegar ao Top 5 do &lt;a href="http://www.champ-vinyl.blogspot.com/"&gt;Championship Vinyl&lt;/a&gt;, no final de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais com esse elenco fazendo gol contra atrás de gol contra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6547621662112712759-5969916875852834785?l=champ-review.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://champ-review.blogspot.com/feeds/5969916875852834785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6547621662112712759&amp;postID=5969916875852834785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5969916875852834785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6547621662112712759/posts/default/5969916875852834785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://champ-review.blogspot.com/2007/10/heroes-1-temporada.html' title='Heroes - 1ª Temporada'/><author><name>Rob Gordon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18260129517265832352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5958/3483/1600/rob%20gordon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_tiTuRHcQBOU/RwGG4pGGp6I/AAAAAAAAARM/Pw925XNcBI0/s72-c/heroes+box.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
